MORTE E LUTO
Como é o ritual de morte e luto na cultura judaica
O que é: Assim como há um modo judaico de viver, há um modo judaico de morrer.
Na tradição judaica, a santidade do ser humano não termina com a morte, por isso as leis e costumes relacionados à morte e ao luto são destinados a exaltar a dignidade do espírito humano.
O princípio de respeito pela pessoa falecida faz com que a lei judaica não aceite a cremação.
Isto tem origem no conceito bíblico que diz que o corpo deve reverter ao seu estado original, devendo ser enterrado na terra da qual ele veio.
Além disso, proíbe-se a mutilação do corpo, o que faz com que autópsias só possam ser realizadas em casos excepcionalmente necessários.
Outro importante preceito da lei judaica é o respeito pelos sentidos dos enlutados, que tem como propósito aliviar suas angústias e inquietações.
Daí a exigência de que o enterro aconteça sem demora, ou seja, até três dias após a morte.
Uma característica que marca o cerimonial fúnebre é a simplicidade, como a prática de se enterrar todos os judeus no mesmo tipo de traje, geralmente uma mortalha branca, demonstrando que ricos e pobres são iguais perante D'us.
Já os caixões são preferencialmente de madeira sem polimento para lembrar que se deve evitar funerais com ostentação, já que a tradição judaica prefere a moderação e a simplicidade no tratamento dado aos mortos.
O conceito de resignação desempenha um papel importante nos costumes e liturgias do período da morte e do luto.
O conselho do salmista (Salmos 90:12) "Ensina-nos a contar nossos dias de tal modo que venhamos a ter um coração sábio" é citado para salientar que, apesar da grande perda sofrida, a pessoa deve seguir adiante, pois a morte foge ao controle do ser humano, mas o prosseguimento da vida e a busca de suas metas não.
A liturgia recitada no cemitério e na casa do enlutado ressalta este ponto
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