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domingo, 11 de dezembro de 2016

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DOMINGO, 29 DE MAIO DE 2016

Kahal Zur Israel – a primeira Sinagoga das Américas

É incrível como a ocupação holandesa em Pernambuco (1630-1654) deixou marcas tão fortes na história do estado, mesmo tendo durado tão pouco tempo. Algumas dessas marcas estão bem vivas até hoje. 
Em Recife um dos lugares que nos oferece o privilégio de poder conhecer um pouco mais desse período é a SINAGOGA KAHAL ZUR ISRAEL (Congregação Rochedo de Israel” em hebraico). Foi aqui que funcionou a primeira Sinagoga das Américas entre os anos de 1636 e 1654. É uma das preciosidades da Rua do Bom Jesus, a antiga Rua dos Judeus, bem no coração do Recife Antigo

Bora pra lá comigo?


Antes de conhecer a Sinagoga, é importante saber que durante o domínio holandês Pernambuco abrigava uma grande comunidade judaica em fuga da Inquisiçãona Europa. Em 1645 a população judaica no estado correspondia a 50% da população branca (1450 pessoas). Aqui eles gozavam de privilégios jamais alcançados em lugar algum.



A derrota da Holanda para Portugal significou muito mais do que uma importante perda territorial, pois ela pôs fim também à liberdade religiosa vivida aqui até então. A população holandesa, boa parte judia, foi obrigada a escolher entre se converter ao Catolicismo, ser expulsa do país ou viver na clandestinidade e correr o risco de ser entregue à Inquisição. Parte dos que decidiram ir embora fundaram a primeira comunidade judaica de uma das cidades mais importantes do mundo na atualidade: Nova Iorque.

Iniciamos o passeio pelo andar térreo. Se você gosta de história, não perca uma das coisas mais legais da visita à Sinagoga: painéis com os fatos ligados à comunidade judaica de 1500 até o período holandês, com especial atenção à perseguição sofrida após a perda da guerra contra os portugueses.

Veja também parte do piso e paredes originais do século XVII, além de alguns artefatos encontrados durante a recuperação do prédio. 


Uma das maiores provas da existência de uma antiga sinagoga no local foi a descoberta de um Borpoço cuja função é fornecer água corrente ao Mikve (utilizado nas cerimônias depurificação). 

A visita continua no andar seguinte com uma exposição sobre a vida dos que fugiram da Europa para o Brasil no século XX e fundaram a Companhia de Teatro Ídiche do Recife. O teatro foi uma das manifestações culturais mais importantes da comunidade que veio viver aqui a partir do início do século XX.

Nossa visita continua no Salão de Orações


A disposição do salão foi fruto de pesquisas realizadas em sinagogas sefarditas (de origem ibérica) e em residências holandesas construídas no Recife. A localização da arca com o Torah, o livro sagrado do Judaísmo, fica bem de frente ao púlpito e este em direção ao nascente. Tudo como manda a religião.

Aproveite sua visita e deixe seu bilhete com um pedido preso nas paredes da Sinagoga.


O último andar do prédio é ocupado pelo Centro de documentação, com atividades culturais de preservação da memória judaica.

Arquivo Judaico

Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco funciona desde 2001 no mesmo edifício da Sinagoga e é responsável pela gestão da memória da imigração judaica para Pernambuco. 


Seu acervo aborda os mais diversos acontecimentos históricos do Brasil e do mundo desde o século XVI. Está à disposição de toda a comunidade.

Informações importantes

Endereço: Rua do Bom Jesus, 197/203, Recife Antigo, Pernambuco, Brasil
Fone: 81 3224-8351
Horário de funcionamento
Terça a sexta-feira das 09h-16h30;
Domingo das 14h-17h30;
Fechado às segundas-feiras
Preço dos ingressos: R$10,00 inteira e R$5,00 meia entrada (estudantes, professores e idosos acima dos 60 anos).



#Pernambuco #Recife #KahalZurIsrael 

- Mas eu, pela grandeza de tua bondade, entrarei em tua casa; adorarei inclinado para o templo de tua santidade em temor a ti. Sl 5.7 





Quem Foi Mardoqueu na Bíblia?

Mardoqueu ou Mordecai foi um dos exilados judeus que viveram em Susã, uma das capitais do Império da Pérsia. Mardoqueu é conhecido por ter sido o primo que criou a jovem órfã Ester, que depois veio a se tornar a rainha da Pérsia. Neste estudo bíblico, conheceremos o que a Bíblia relata sobre quem foi Mardoqueu.
Antes de falarmos sobre a história do Mardoqueu primo da rainha Ester, precisamos saber que existem dois personagens bíblicos com esse nome. O outro Mardoqueu foi um líder entre os hebreus exilados que retornou com Zorobabel para Jerusalém (Ed 2:2; 5:8; Nm 7:7).

A História de Mardoqueu

Mardoqueu era um benjamita descendente de Quis, que foi levado cativo para a Babilônia por Nabucodonosor. Seu nome é derivado de Merodaque ou Marduque, o deus protetor da Babilônia.
O fato de Mardoqueu viver em Susã, e a forma com que ele aparece próximo ao palácio nas narrativas bíblicas, sugerem que ele era um oficial do governo persa. É importante saber que o versículo 6 do capítulo 2 do livro de Ester, onde é feita referência aos judeus transportados de Jerusalém para a Babilônia em 597 a.C. não trata especificamente de Mardoqueu, mas de seus antepassados (2Rs 24:6-17; 25:27-30).
É importante entender isto para que não haja nenhum problema em relação às datas, ou seja, se fosse o próprio Mardoqueu que tivesse sido transportado de Jerusalém para a Babilônia, ele não estaria mais vivo no período narrado no livro de Ester, ou teria pelo menos 150 anos.

Mardoqueu e Ester

Mardoqueu criou e educou sua prima órfã Hadassa, que é Ester (Et 2:7-20). Como dissemos, Mardoqueu desempenhava alguma função relacionada ao palácio de Assuero. Alguns estudiosos sugerem que talvez ele tenha sido um eunuco, já que, com exceção de Ester, não há qualquer referência sobre sua família, isto é, esposa e filhos, e também parece que Mardoqueu tinha acesso aos aposentos das mulheres (Et 2:11).
Seja como for, vale lembrar que o termo “eunuco” também pode ser aplicado para designar um oficial da corte que não necessariamente fosse responsável pelo trato com as mulheres do palácio. Saiba mais sobre o que significa eunuco.
Os relatos do livro de Ester deixam claro que Mardoqueu ensinou Ester nos princípios dos mandamentos de Deus, e mesmo depois de Ester ter se tornado rainha, Mardoqueu ainda exercia alguma influência sobre ela.

Mardoqueu e Assuero

Enquanto Mardoqueu estava à porta do rei, ele descobriu uma conspiração para assassinar o rei Assuero. Rapidamente ele contou à Ester sobre o plano que havia descoberto, e ela informou o rei sobre o que estava acontecendo.
Como resultado disto, os dois homens que seriam responsáveis por matar o rei foram enforcados. Embora nossa tradução traga a expressão “pendurados numa forca“, no original literalmente o que aparece é “pendurado num madeiro“. Tal expressão pode referir-se a execução por empalamento em estacas de madeira. Era comum que após uma execução desse tipo, o corpo ficasse pendurado para exibição pública.
Todo o incidente, incluindo a atitude heroica de Mardoqueu, foi escrito nos arquivos reais. É interessante notar que o texto não destaca nenhuma recompensa imediata à Mardoqueu, ao contrário, o foco passa a ser exatamente a promoção de Hamã, seu grande rival.

Mardoqueu e Hamã

Hamã também era um dos oficiais da corte, e, em certo momento, acabou sendo promovido pelo rei. Após a promoção de Hamã, Mardoqueu não aceitou prestar reverência a ele, o que despertou a ira de Hamã, já que sua vaidade não poderia tolerar tal afronta.
A Bíblia não esclarece o motivo que levou Mardoqueu a não reverenciar Hamã. Alguns sugerem que talvez tenha sido porque tal ato não poderia ser distinguido da adoração. Entretanto, vale lembrar que os judeus não consideravam a prática de se inclinar diante de reis e outras pessoas de alta hierarquia uma violação aos mandamentos de Deus (1Sm 24:8; 2Sm 18:28; cf. Gn 23:7; 33:3; 2Rs 2:15).
Uma possível explicação para o comportamento de Mardoqueu é que talvez Hamã tivesse alguma associação com os amalequitas, já que aparece em sua designação a expressão “o agatita”, o que pode significar algum vínculo com a descendência de Agague, rei dos amalequitas contra quem Saul se opôs (1Sm 14:47,48; 15). Os amalequitas eram inimigos mortais dos israelitas (Êx 17:8-16; Dt 25:17-19).
Em Ester 2:6 onde lemos sobre a origem de Mardoqueu, pode haver algum indício de que sua família tenha pertencido à nobreza judaica (2Rs 24:10-16). Caso realmente haja alguma ligação entre a origem de Mardoqueu e o rei Saul, que como ele também era um benjamita, e Hamã com Agague, o rei dos amalequitas, então a tensão entre ambos pode ser compreendida, ou seja, era uma representação da inimizade benjamita-agatita, israelita-amalequita.
Se este realmente for o cenário, então Mardoqueu de forma alguma reverenciaria Hamã, pois isso poderia implicar num tipo de aprovação dos crimes dos antepassados de Hamã. Da mesma forma, essa possibilidade também explica o ódio de Hamã não apenas contra Mardoqueu, mas contra todos os judeus, a ponto de tramar um genocídio.

O plano de Hamã contra Mardoqueu e o povo judeu

Hamã decidiu não se livrar apenas de Mardoqueu, mas de todo o povo judeu. Ele conseguiu persuadir o rei Assuero para que editasse um decreto autorizando o massacre de todos os judeus que viviam no império persa.
Quando Mardoqueu soube do ocorrido, ele rasgou suas vestes e se vestiu de pano de saco e de cinzas, demonstrando publicamente seu lamento e a intensidade da dor que tal decreto havia ocasionado, e tal atitude se repetiu entre os judeus em todas as províncias onde a notícia sobre o decreto era anunciada.
Então, Mardoqueu fez com a rainha Ester ficasse sabendo do que estava ocorrendo, e insistiu para que ela intercedesse pelo povo judeu perante o rei. Quando Ester ousou titubear perante os riscos que ela correria, Mardoqueu chamou sua atenção para o possível propósito pela qual ela teria se tornado rainha, ou seja, poder livrar o povo judeu (Et 4:14). Saiba mais sobre a história de Ester.

Mardoqueu é exaltado e Hamã é morto

Os capítulos 6 e 7 do livro de Ester nos revela uma surpreendente reviravolta na história e nos planos de Hamã. Numa noite, nitidamente por providencia divina, Assuero não conseguiu dormir e pediu que lhes trouxessem o “Livro dos Feitos Memoráveis“, o mesmo livro onde foi registrado o ato heroico de Mardoqueu.
Ao ler sobre o feito de Mardoqueu, o rei perguntou aos seus servos que tipo de recompensa Mardoqueu havia recebido na ocasião. Então seus servos lhes disseram que nada havia sido feito em favor de Mardoqueu.
Justamente naquele momento Hamã estava no pátio do palácio, com a intenção de pedir ao rei para que Mardoqueu fosse enforcado. O rei então mandou chamar Hamã e lhe perguntou o que deveria ser feito ao homem que ele desejaria honrar. Sem saber a identidade do homem, Hamã presumiu que se trava dele próprio, e aconselhou ao rei para que vestisse o homem com suas vestes reais, lhe colocasse montado sobre o seu cavalo, colocasse sobre ele a coroa real e convocasse os mais nobres príncipes do reino para que, diante de toda a cidade, fosse proclamado que aquele homem estava sendo honrado pelo próprio rei (Et 6:7-9).
Na verdade Hamã contou ao rei sua própria lista de desejos, sem nem ao menos suspeitar que quem receberia toda a honraria seria Mardoqueu. O rei aprovou a sugestão de Hamã, e lhe informou que tal homem era Mardoqueu e que ele seria o responsável a proclamar pela cidade que Mardoqueu era um homem honrado pelo rei.
Depois disto, Mardoqueu voltou para a porta do rei, enquanto Hamã correu para sua casa e contou a sua mulher e amigos o que havia acontecido. É interessante que os sábios e a mulher de Hamã lhe disseram que basicamente os judeus eram invencíveis, e que ele não prevaleceria contra Mardoqueu (Et 6:13).
Caso realmente proceda a possibilidade da inimizade de Mardoqueu e Hamã representar o conflito ancestral entre amalequitas e israelitas, talvez a resposta dada a Hamã estivesse fundamentada nas profecias sobre a queda de Amaleque diante de Israel (cf. Êx 17:16; Nm 24:20; Dt 25:17-19; 1Sm 15; 2Sm 1:8-16).
Paralelamente a todos estes acontecimentos, Ester, com muita sabedoria, havia planejado expor toda a perversidade de Hamã perante Assuero. Durante um jantar, Ester denunciou Hamã ao rei, e este foi condenado à morte, sob pena de ser enforcado na própria forca que ele mesmo havia preparado para Mardoqueu.
Na ocasião, Mardoqueu também recebeu o anel que o rei havia dado a Hamã, ou seja, Mardoqueu foi promovido a ocupar a posição anteriormente ocupada por Hamã. Além disso, o rei autorizou um decreto atestando que os judeus poderiam resistir aos seus inimigos, o que levou a completa destruição de todos aqueles que odiavam o povo hebreu.
Esse foi contexto em que se originou a Festa de Purim. Saiba mais sobre as festa judaicas. Por fim, Mardoqueu foi levantado como a segunda autoridade depois do rei (Et 10:1-3).

A historicidade de Mardoqueu

Certo documento não datado foi encontrado próximo à região onde ficava a Babilônia, e nele é mencionado um homem chamado Mardukâ que era oficial em Susã na corte de Xerxes. Outros documentos também fazem referências a Matakas, um individuo que era o mais influente dos eunucos.
Alguns estudiosos sugerem que Mardoqueu pode ser a pessoa em ambas as referências, porém isso é incerto, já que os melhores registros domésticos sobre o reinado de Xerxes foram perdidos. Seja como for, a Bíblia não precisa de fontes históricas para lhe acrescentar autoridade.
     
             Imite a Sua Fé
Rainha Ester
CAPÍTULO DEZESSEIS
Ela agiu com sabedoria, coragem e abnegação
00:0023:50
1-3. (a) Como foi para Ester se aproximar do trono de seu marido? (b) Como o rei reagiu à visita de Ester?
ESTER se aproximou lentamente do trono, com o coração acelerado. Imagine o silêncio que pairou sobre a grandiosa corte real do palácio persa de Susã, um silêncio tão profundo que Ester podia ouvir seus próprios passos suaves e o roçar de suas vestes régias. Ela não podia deixar se distrair com a imponência da corte real, a beleza das colunas e o deslumbrante teto esculpido feito de cedros importados do distante Líbano. Ela concentrou toda a sua atenção no rei, o homem que tinha a vida dela em suas mãos.
2 Enquanto Ester se aproximava, o rei a observava atentamente e então lhe estendeu seu cetro de ouro. Foi um gesto simples, mas significou a vida de Ester, pois indicava que o rei a tinha perdoado pela violação que ela havia acabado de cometer: comparecer perante ele sem ter sido convocada. Ao chegar perto do trono, Ester estendeu a mão e tocou a ponta do cetro, cheia de gratidão. — Ester 5:1, 2.
A rainha Ester se aproxima do trono do rei Assuero enquanto ele estende seu cetro de ouro
Ester reconheceu humildemente a misericórdia do rei
3 Tudo no Rei Assuero exibia sua imensa riqueza e poder. A vestimenta régia dos monarcas persas daquela época supostamente custava o equivalente a centenas de milhões de dólares. Apesar de toda essa pompa, Ester via certa ternura nos olhos de seu marido; à sua maneira, ele a amava. Ele disse: “Que tens, ó Ester, a rainha, e qual é a tua solicitação? Até a metade do reinado — a ti seja dado!” — Ester 5:3.
4. Com que desafios Ester se confrontava?
4 Só o fato de Ester ter comparecido perante o rei para proteger seu povo de uma trama para exterminá-los já era uma demonstração de notável fé e coragem. Até agora, ela tinha sido bem-sucedida, mas desafios maiores estavam por vir. Ela precisava convencer esse orgulhoso monarca que o conselheiro em que ele mais confiava era um homem perverso e manipulador, que o havia induzido a condenar o povo de Ester à morte. Como ela o convenceria, e o que podemos aprender de sua fé?
Ela escolheu sabiamente o “tempo para falar”
5, 6. (a) Como Ester aplicou o princípio de Eclesiastes 3:1, 7? (b) Como Ester mostrou sabedoria ao falar com seu marido?
5 Será que Ester deveria contar tudo ao rei na frente de sua corte? Fazer isso poderia humilhá-lo e dar tempo para seu conselheiro Hamã questionar as acusações dela. Assim, o que Ester fez? Séculos antes, o sábio Rei Salomão escreveu sob inspiração: “Para tudo há um tempo determinado, . . . tempo para ficar quieto e tempo para falar.” (Ecl. 3:1, 7) Podemos imaginar o pai adotivo de Ester, o fiel Mordecai, ensinando à jovem esses princípios à medida que ela crescia. Com certeza, Ester sabia da importância de escolher com cuidado o “tempo para falar”.
6 Ester disse: “Se parecer bem ao rei, venha o rei com Hamã hoje ao banquete que preparei para ele.” (Ester 5:4) O rei concordou e mandou avisar Hamã. Consegue perceber como Ester escolheu sabiamente as palavras? Ela preservou a dignidade de seu marido e criou uma oportunidade mais adequada para revelar suas preocupações. — Leia Provérbios 10:19.
7, 8. Como foi o primeiro banquete oferecido por Ester, mas por que ela adiou o momento de falar com o rei?
7 Sem dúvida, Ester preparou aquele banquete com todo o cuidado, certificando-se de que as preferências de seu marido fossem atendidas em todos os detalhes. O banquete incluía bom vinho para alegrar o ambiente. (Sal. 104:15) Assuero estava feliz, e se sentiu motivado a perguntar novamente a Ester qual era o seu pedido. Será que esse era o tempo para falar?
8 Ester achava que não. Assim, ela convidou o rei e Hamã para um segundo banquete, no dia seguinte. (Ester 5:7, 8) Por que ela adiou o momento de falar? Lembre-se que o povo de Ester estava sob ameaça de morte por causa do decreto do rei. Com tanta coisa em jogo, Ester precisava ter certeza de escolher a hora certa para falar. Portanto, ela esperou, criando uma nova oportunidade para mostrar a seu marido o quanto o respeitava.
9. Que valor tem a paciência, e como podemos imitar o exemplo de Ester nesse respeito?
9 A paciência é uma qualidade rara e valiosa. Embora Ester estivesse aflita e ansiosa para falar, ela foi paciente e esperou o momento certo. Podemos aprender muito do seu exemplo, pois com certeza todos nós vemos coisas erradas que precisam ser corrigidas. Se quisermos convencer alguém em autoridade a resolver um problema, precisamos imitar Ester e ser pacientes. Provérbios 25:15 diz: “Com muita paciência pode se convencer a autoridade, e a língua branda quebra até ossos.” (Nova Versão Internacional) Se esperarmos pacientemente o momento certo e falarmos com brandura, assim como Ester fez, até mesmo uma oposição tão dura quanto um osso poderá ser quebrada. Será que o Deus de Ester, Jeová, abençoou sua paciência e sabedoria?
A paciência prepara o caminho para a justiça
10, 11. Por que o humor de Hamã mudou depois que ele saiu do banquete, e o que sua esposa e seus amigos o incentivaram a fazer?
10 A paciência de Ester preparou o caminho para uma impressionante sequência de eventos. Hamã saiu do banquete todo animado, “alegre e contente de coração”, pois o rei e a rainha tinham lhe mostrado muita consideração. Mas, quando passou pelo portão do castelo, ele viu Mordecai, aquele judeu que continuava se recusando a prestar-lhe homenagem especial. Como vimos no capítulo anterior, Mordecai não fazia isso por desrespeito, mas sim por causa de sua consciência e de sua relação com Jeová Deus. Ainda assim, Hamã “se encheu imediatamente de furor”. — Ester 5:9.
11 Quando Hamã contou à sua esposa e aos seus amigos sobre essa desfeita, eles o incentivaram a mandar preparar uma enorme estaca com mais de 20 metros de altura e a pedir permissão ao rei para pendurar Mordecai nela. Hamã gostou da ideia e imediatamente colocou o plano em ação. — Ester 5:12-14.
12. Por que o rei ordenou que os registros oficiais do império fossem lidos em voz alta, e o que ele ficou sabendo com isso?
12 Nesse meio-tempo, o rei teve uma noite incomum. A Bíblia diz que ele perdeu o sono e, por isso, ordenou que os registros oficiais do império fossem lidos em voz alta. A leitura incluía um relatório sobre uma trama para assassinar Assuero. Ele se lembrou do que tinha ocorrido — os que queriam matá-lo foram capturados e executados. Mas o que aconteceu com o homem que expôs essa trama — Mordecai? De repente, mais alerta, o rei perguntou como Mordecai tinha sido recompensado. A resposta? Nada tinha sido feito por ele. — Leia Ester 6:1-3.
13, 14. (a) Como as coisas começaram a dar errado para Hamã? (b) O que a esposa e os amigos de Hamã lhe disseram?
13 Agitado, o rei perguntou que funcionários estavam disponíveis para ajudá-lo a corrigir essa injustiça. Por ironia, era Hamã que estava na corte do rei. Ele havia chegado bem cedo, provavelmente porque estava ansioso para pedir permissão para executar Mordecai. Mas, antes que Hamã pudesse fazer seu pedido, o rei lhe perguntou qual seria a melhor maneira de homenagear um homem que havia ganhado o favor do rei. Hamã pensou que o rei estava falando dele. Assim, propôs uma homenagem cheia de pompa: vestir o homem com vestes reais e designar um alto funcionário para acompanhá-lo num desfile por Susã no próprio cavalo do rei, aclamando-o diante de todos. Imagine o semblante de Hamã ao saber que o homem que receberia essa honra era Mordecai. E quem foi o designado para aclamar Mordecai? O próprio Hamã! — Ester 6:4-10.
14 A contragosto, Hamã cumpriu o que para ele era uma tarefa abominável, e depois foi correndo para casa angustiado. Sua esposa e seus amigos disseram que essa virada nos acontecimentos era um mau sinal; com certeza ele seria derrotado na luta contra o judeu Mordecai. — Ester 6:12, 13.
15. (a) Por que foi bom Ester ter sido paciente? (b) Por que é sábio termos “uma atitude de espera”?
15 Visto que Ester foi paciente e esperou mais um dia para apresentar seu pedido ao rei, houve tempo para Hamã causar sua própria ruína. E quem sabe se não foi Jeová Deus que fez o rei perder o sono? (Pro. 21:1) Não é de admirar que a Bíblia nos incentive a mostrar “uma atitude de espera”. (Leia Miqueias 7:7.) Quando esperamos por Deus, às vezes descobrimos que suas soluções para os nossos problemas são muito melhores do que qualquer solução que nós mesmos pudéssemos encontrar.
Ela falou com coragem
16, 17. (a) Quando chegou o tempo para Ester falar? (b) Em que sentido Ester era diferente de Vasti, ex-esposa do rei?
16 Ester não se atreveria a testar ainda mais a paciência do rei; no segundo banquete, ela tinha de contar tudo. Mas como? O próprio rei deu a ela a oportunidade, perguntando novamente qual era o seu pedido. (Ester 7:2) O “tempo para falar” tinha chegado.
17 Podemos imaginar Ester orando silenciosamente a seu Deus antes de dizer as seguintes palavras: “Se eu tiver achado favor aos teus olhos, ó rei, e se parecer bem ao rei, dê-se-me a minha própria alma ao meu pedido, e meu povo, à minha solicitação.” (Ester 7:3) Note que primeiro ela mostrou que respeitava o critério dele com relação ao que lhe parecia ser bom. Ester era muito diferente de Vasti, ex-esposa do rei, que o havia humilhado de propósito. (Ester 1:10-12) Além disso, Ester não criticou o rei por ter sido tolo em confiar em Hamã. Em vez disso, ela implorou que ele a protegesse de algo que punha a vida dela em risco.
18. Como Ester revelou o problema ao rei?
18 Com certeza, esse pedido deixou o rei impressionado e comovido. Quem ousaria colocar sua rainha em perigo? Ester continuou, dizendo: “Fomos vendidos, eu e meu povo, para sermos aniquilados, mortos e destruídos. Ora, se tivéssemos sido vendidos apenas como escravos e apenas como servas, eu teria ficado calada. Mas a aflição não convém quando é com dano para o rei.” (Ester 7:4) Veja que Ester expôs francamente o problema, mas acrescentou que teria ficado calada se fosse só uma ameaça de escravidão. No entanto, esse genocídio traria um prejuízo tão grande ao próprio rei que ela não podia ficar calada.
19. O que podemos aprender com Ester sobre a arte da persuasão?
19 O exemplo de Ester nos ensina muito sobre a arte da persuasão. Se você algum dia precisar expor um problema sério a alguém querido ou até a uma pessoa em autoridade, a paciência, o respeito e a candura poderão ser de grande ajuda. — Pro. 16:21, 23.
20, 21. (a) Como Ester expôs Hamã, e qual foi a reação do rei? (b) O que Hamã fez ao ser exposto como um conspirador covarde?
20 Indignado, Assuero perguntou: “Quem é este, e onde é que está este que se afoitou a fazer assim?” Imagine Ester apontando para o homem e dizendo: “O homem, o adversário e inimigo, é este mau Hamã.” O ambiente ficou tenso. O terror tomou conta de Hamã. Imagine a mudança no rosto daquele monarca temperamental ao perceber que o conselheiro em quem ele confiava o havia manipulado a assinar um decreto que mataria sua própria esposa! O rei saiu enfurecido para o jardim para se recompor. — Ester 7:5-7.
No segundo banquete, Ester expõe tudo ao Rei Assuero e corajosamente aponta para Hamã
Ester expôs corajosamente a maldade de Hamã
21 Ao ser exposto como um conspirador covarde, Hamã se jogou aos pés da rainha. Quando o rei voltou ao aposento e viu Hamã no divã de Ester, suplicando-lhe, ficou ainda mais furioso e o acusou de tentar violentar a rainha na própria casa do rei. Isso soou como uma sentença de morte para Hamã. Ele foi levado para fora com o rosto coberto. Então, um dos funcionários do rei lhe falou da enorme estaca que Hamã tinha preparado para Mordecai. Assuero ordenou imediatamente que o próprio Hamã fosse morto e pendurado nela. — Ester 7:8-10.
22. Como o exemplo de Ester pode nos ajudar a nunca nos desesperar, nos tornar pessimistas ou perder a fé?
22 No mundo injusto de hoje, é fácil pensar que nunca veremos a justiça ser feita. Você já pensou assim? Ester nunca se desesperou, nunca se tornou pessimista e nunca perdeu a fé. No momento certo, ela se expressou com coragem a favor do que era correto e confiou que Jeová faria o restante. Devemos fazer o mesmo. Jeová não mudou desde os dias de Ester. Ele ainda pode muito bem apanhar uma pessoa má e ardilosa na sua própria trama, como fez com Hamã. — Leia Salmo 7:11-16.
Ela agiu com abnegação por Jeová e por Seu povo
23. (a) Como o rei recompensou Mordecai e Ester? (b) Como se cumpriu a profecia que Jacó fez sobre Benjamim no seu leito de morte? (Veja o quadro “ Uma profecia cumprida”.)
23 Por fim, o rei ficou sabendo que Mordecai não era apenas o homem que lealmente o havia protegido contra uma trama de assassinato, mas também o pai adotivo de Ester. Assuero concedeu a Mordecai a posição de primeiro-ministro, que pertencia a Hamã, e deu a Ester a casa de Hamã, com toda sua imensa fortuna. Depois, Ester a entregou aos cuidados de Mordecai. — Ester 8:1, 2.
24, 25. (a) Por que Ester não podia ficar tranquila depois que a trama de Hamã foi exposta? (b) Como Ester arriscou sua vida mais uma vez?
24 Agora que Ester e Mordecai estavam seguros, será que a rainha podia ficar tranquila? Só se ela fosse egoísta. Naquele momento, o decreto de Hamã para matar os judeus estava sendo enviado a todos os cantos do império. Hamã tinha lançado sortes, ou Pur — pelo visto uma forma de espiritismo — para saber qual era a melhor época para realizar esse ataque brutal. (Ester 9:24-26) É verdade que ainda faltavam meses para esse dia, mas o tempo estava passando rapidamente. Será que essa calamidade ainda podia ser evitada?
25 De forma abnegada, Ester arriscou novamente sua vida por aparecer mais uma vez diante do rei sem um convite oficial. Dessa vez ela chorou por seu povo, implorando a seu marido que revogasse aquele terrível decreto. Mas as leis promulgadas em nome do monarca persa não podiam ser revogadas. (Dan. 6:12, 15) Por isso, o rei deu poderes a Ester e a Mordecai para emitirem uma nova lei. Uma segunda proclamação foi enviada, dando aos judeus o direito de se defender. Cavaleiros foram enviados rapidamente a toda parte do império, levando essa boa notícia aos judeus. A esperança renasceu em muitos corações. (Ester 8:3-16) Podemos até imaginar os judeus em todo o império se armando e se preparando para a batalha, o que nunca poderiam ter feito sem aquela nova lei. Mas o mais importante era saber se “Jeová dos exércitos” estaria com seu povo. — 1 Sam. 17:45.
Ester e Mordecai ditam a segunda proclamação a medida que um jovem a escreve
Ester e Mordecai enviaram proclamações aos judeus no Império Persa
26, 27. (a) Qual a extensão da vitória que Jeová deu a seu povo sobre seus inimigos? (b) Que profecia se cumpriu com a destruição dos filhos de Hamã?
26 Quando finalmente chegou o dia marcado, o povo de Deus estava pronto. Até mesmo muitos funcionários persas estavam agora do lado dos israelitas, à medida que se espalhava a notícia sobre o novo primeiro-ministro, o judeu Mordecai. Jeová concedeu a seu povo uma grande vitória. Ele sem dúvida protegeu seu povo de terríveis represálias por fazer que seus inimigos sofressem uma derrota esmagadora. * — Ester 9:1-6.
27 Além disso, Mordecai nunca estaria seguro para administrar a casa de Hamã enquanto os dez filhos desse homem mau ainda vivessem. Por isso, eles também foram mortos. (Ester 9:7-10) Cumpriu-se então uma profecia bíblica, pois Deus já havia predito a destruição total dos amalequitas, inimigos perversos de seu povo. (Deut. 25:17-19) É bem provável que os filhos de Hamã estivessem entre os últimos membros daquela nação condenada.
28, 29. (a) Por que era da vontade de Jeová que Ester e seu povo se envolvessem naquela guerra? (b) Por que o exemplo de Ester é uma bênção para nós hoje?
28 A jovem Ester teve de carregar em seus ombros uma carga muito pesada, que envolvia emitir decretos reais envolvendo guerra e execução. Com certeza isso não foi fácil. Mas a vontade de Jeová exigia que seu povo fosse protegido da destruição; a nação de Israel teria de produzir o prometido Messias, a única fonte de esperança para toda a humanidade. (Gên. 22:18) Quando o Messias, Jesus, veio à Terra, ele proibiu seus seguidores daquele tempo em diante de participar em guerras humanas. Isso é motivo de alegria para os servos de Deus hoje. — Mat. 26:52.
29 No entanto, os cristãos travam uma guerra espiritual; Satanás está cada vez mais determinado a destruir nossa fé em Jeová Deus. (Leia 2 Coríntios 10:3, 4.) Que bênção o exemplo de Ester é para nós! Assim como ela, podemos mostrar nossa fé por usar de persuasão com sabedoria e paciência, por mostrar coragem e por defender o povo de Deus com disposição altruísta.
Perguntas sobre Ester
Por que Mordecai permitiu que Ester se casasse com um pagão?
Alguns eruditos alegam que Mordecai era um oportunista que desejava que Ester se casasse com o rei para obter prestígio. Mas não há base para essa ideia. Sendo um judeu fiel, ele não apoiaria um casamento desse tipo. (Deut. 7:3) Segundo a antiga tradição judaica, Mordecai tentou impedir o casamento. Parece improvável que ele e Ester, que eram apenas estrangeiros numa terra governada por um autocrata considerado um deus, tivessem alguma escolha nesse assunto. Com o tempo, ficou claro que Jeová usou o casamento de Ester para proteger Seu povo. — Ester 4:14.
Por que o livro de Ester não menciona o nome de Deus?
Tudo indica que foi Mordecai quem escreveu o livro sob inspiração divina. De início, o livro talvez tenha ficado guardado com os registros oficiais persas antes de ser levado a Jerusalém. O uso do nome Jeová poderia ter motivado os adoradores dos deuses persas a destruir o livro. De qualquer modo, o envolvimento de Jeová nessa história é claro. É digno de nota que o nome de Deus aparece no texto hebraico original, mas em acrósticos, cuja fraseologia parece ter sido organizada propositalmente de tal forma que as primeiras ou as últimas letras de palavras sucessivas formam o nome de Deus. — Ester 1:20, nota.
Falta exatidão histórica no livro de Ester?
É isso o que os críticos afirmam. No entanto, alguns eruditos observaram que o escritor do livro tinha um conhecimento bem detalhado da realeza, da arquitetura e dos costumes persas. É verdade que o nome da Rainha Ester não aparece em documentos seculares que sobreviveram, mas com certeza Ester não foi a única pessoa da realeza cujo nome não consta em registros públicos. Além disso, os registros seculares mostram que um homem chamado Mardukâ, equivalente persa ao nome Mordecai, serviu como alto funcionário da corte em Susã na época descrita no livro.
Uma profecia cumprida
Ao lutar a favor do povo de Deus, Ester e Mordecai cumpriram uma antiga profecia bíblica. Mais de 1.200 anos antes, Jeová inspirou o patriarca Jacó a predizer o seguinte sobre um de seus filhos: “Benjamim continuará a dilacerar como lobo. De manhã comerá o animal apanhado e à noitinha repartirá o despojo.” (Gên. 49:27) Na “manhã” da história régia de Israel, os descendentes de Benjamim incluíam o Rei Saul e outros guerreiros poderosos do povo de Jeová. Na “noitinha” dessa história régia, depois que o sol havia se posto na linhagem real de Israel, Ester e Mordecai, ambos da tribo de Benjamim, foram bem-sucedidos na luta contra os inimigos de Jeová. Em certo sentido, eles também repartiram o despojo, visto que os muitos bens de Hamã ficaram para eles.
PARA VOCÊ PENSAR . . .
Como Ester mostrou sabedoria ao escolher o “tempo para falar”?
A paciência de Ester resultou em que bênçãos?
Como Ester mostrou coragem e abnegação ao defender seu povo?
De que maneiras você está decidido a imitar a fé de Ester?

sábado, 15 de outubro de 2016


A principal função da catequese é formar e conscientizar o catequizando, em qualquer idade. Os catequistas são os instrumentos de Jesus na terra, com o objetivo de liderar um grupo e ensinar a Palavra aos não-catequizados. É através desses líderes que somos inseridos na fé e na caminhada da Igreja.
A vocês, catequistas, todo o nosso carinho e amor por dedicarem seu tempo a ensinar, como fez Jesus, o caminho da verdade.
Parabéns!!!
   


A REFORMA PROTESTANTE DE MARTINHO LUTERO
Marcos Emílio Ekman Faber
Ao questionar a visão de mundo teocêntrica (que coloca a religião no centro da sociedade), o humanismo renascentista foi como uma bomba que abalou as estruturas da Igreja Católica Apostólica Romana. Muitos intelectuais passaram a criticar abertamente as doutrinas católicas. Mesmo entre os religiosos surgiram pessoas que contestavam o poder excessivo que a Igreja desempenhava na sociedade.
Apesar disso, o humanismo ainda se restringia ao meio intelectual, não atingindo as camadas populares da sociedade. Essa situação somente se modificou quando as ideias humanistas chegaram à religião.
E o ambiente propício para isso foi encontrado na região da Alemanha. Pois no começo do século XVI não existia uma Alemanha unificada como conhecemos hoje. Na região existiam vários pequenos reinos e principados que, por sua vez, estavam abrigados debaixo do enfraquecido Sacro Império Romano. Na região, a economia era muito atrasada se comparada a outras áreas da Europa. A nobreza constituía a camada social dominante e a clero (padres, monges e bispos), apesar de dominarem no aspecto ideológico, não tinham o mesmo domínio político que desfrutavam em outras regiões.
Para piorar a situação de miséria do povo, no início do século XVI, chagaram a região cobradores de indulgências (documento que garantia o perdão dos pecados ao portador). Os “padres indulgentes” tinham por missão vender o máximo de documentos expiatórios que pudessem aos empobrecidos camponeses alemães.
Foi dentro deste contexto que surgiu o monge católico Martinho Lutero (1483-1546).
Lutero, assim como muitos monges da época, não concordava com a “venda do perdão” e, muito menos, com a exploração que seus conterrâneos estavam submetidos. Com isso, em outubro de 1517, Lutero afixou na porta do castelo de Wittenberg suas famosas 95 Teses. Nelas, o monge alemão, defendia a extinção das indulgências e condenava o luxo de que desfrutava o papa em Roma. Para surpresa do alto clero romano, Lutero obteve o apoio de praticamente todos os setores da sociedade alemã.
Com isso, o papa Leão X exigiu que Martinho Lutero se arrependesse e se retratasse. Como o monge negou-se, foi excomungado (expulso da Igreja) pelo papa. Fato que levou uma série de nobres alemães a se desligarem da Igreja de Roma.
Livre das limitações teológicas a que estava submetido, Lutero passou a escrever uma série de livros e tratados onde defendia a revitalização (renascimento) da Igreja. Nestes livros, Lutero estabeleceu a Bíblia como a mais alta autoridade doutrinária da Igreja. Para ele, todas as doutrinas deveriam ter a Bíblia como fundamento.
Para Lutero, a salvação era fruto direto da fé do cristão em Deus. Ao contrário do que defendiam os católicos, para o reformador, não havia intermediários entre os homens e Deus. A salvação somente poderia ser alcançada pelo relacionamento entre o fiel e Deus.
Enquanto Igreja Católica defendia ser ela mesma a intermediária entre os homens e Deus. Lutero afirmava que a Igreja não era o caminho até o Senhor, o papel da Igreja era o de apontar o caminho até Deus. Mas, mesmo que criticasse a atuação da Igreja, Lutero defendia a existência dela, pois, o fiel necessitava fazer parte da Igreja (que era o Corpo de Cristo).
Aulas em sequência:
A Reforma Protestante de Martinho Lutero / As Doutrinas Luteranas / João Calvino e o Calvinismo / Henrique VIII e a Reforma na Inglaterra / A Contra Reforma ou a Reforma Católica / Os Protestantes após a Reforma