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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

20 de novembro de 2012

O perigo do cristianismo do entretenimento que está invadindo as igrejas



A igreja pode enfrentar a apatia e o materialismo satisfazendo o apetite das pessoas por entretenimento? Evidentemente, muitas pessoas das igrejas pensam assim, enquanto uma igreja após outra salta para o vagão dos cultos de entretenimento. Uma tendência inquietante está levando muitas igrejas ortodoxas a se afastarem das prioridades bíblicas.

O que eles querem
Os templos das igrejas estão sendo construídos no estilo de teatros. Ao invés de no púlpito, a ênfase se concentra no palco. Alguns templos possuem grandes plataformas, que giram ou sobem e descem, com luzes coloridas e poderosas mesas de som.

Os pastores espirituais estão dando lugar aos especialistas em comunicação, aos consultores de programação, aos diretores de palco, aos peritos em efeitos especiais e aos coreógrafos. O objetivo é dar ao auditório aquilo que eles desejam. Moldar o culto da igreja aos desejos dos frequentadores atrai muitas pessoas.

Como resultado disso, os pastores se tornam mais parecidos com políticos do que com verdadeiros pastores, mais preocupados em atrair as pessoas do que em guiar e edificar o rebanho que Deus lhes confiou.

A congregação recebe um entretenimento profissional, em que a dramatização, os ritmos populares e, talvez, um sermão de sugestões sutis e de aceitação imediata constituem o culto de adoração. Mas a ênfase concentra-se no entretenimento e não na adoração.

A ideia fundamental
O que fundamenta esta tendência é a ideia de que a igreja tem de “vender” o evangelho aos incrédulos — a igreja compete por consumidores, no mesmo nível dos grandes produtos. Mais e mais igrejas estão dependendo de técnicas de vendas para se oferecerem ao mundo.

Além disso, toda esta corrupção do evangelho presume que os cultos da igreja têm o objetivo primário de recrutar os incrédulos. Apesar de termos que pregar “em tempo e fora de tempo”, algumas igrejas abandonaram a adoração no sentido bíblico, levando um evangelho distorcido, sem fundamento nas Escrituras e voltado para a satisfação do ego humano.

Outras relegaram a pregação convencional aos cultos de grupos pequenos em uma noite da semana. Mas isso se afasta do principal ensino de Hebreus 10.24-25: “Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos”.

O verdadeiro padrão
Atos 2.42 nos mostra o padrão que a igreja primitiva seguia, quando os crentes se reuniam: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”.

Devemos observar que as prioridades da igreja eram adorar a Deus e edificar os irmãos. A igreja se reunia para adoração e edificação — e se espalhava para evangelizar o mundo. Nosso Senhor comissionou seus discípulos a evangelizar, utilizando as seguintes palavras: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28.19). Ele deixou claro que sua igreja não tem de ficar esperando o mundo para vir às suas reuniões, e sim que ela tem de ir ao mundo.

Essa é uma responsabilidade de todo crente. Receio que uma abordagem cuja ênfase se concentra em uma apresentação agradável do evangelho, no templo da igreja, absolve muitos crentes de sua obrigação pessoal de ser luz no mundo (Mateus 5.16).

Estilo de vida
A sociedade está repleta de pessoas que querem o que querem, quando o querem. Elas vivem em seu próprio estilo de vida, recreação e entretenimento. Quando as igrejas apelam a esses desejos egoístas, elas simplesmente põem lenha nesse fogo e ocultam a verdadeira piedade.

Algumas dessas igrejas estão crescendo em expoentes elevados, enquanto outras que não utilizam o entretenimento estão lutando. Muitos líderes de igrejas desejam crescimento numérico em suas igrejas, por isso estão abraçando a filosofia de “entretenimento em primeiro lugar”.

Considere o que esta filosofia causa à própria mensagem do evangelho. Alguns afirmam que, se os princípios bíblicos são apresentados, não devemos nos preocupar com os meios pelos quais eles são apresentados. Isto é ilógico.

Por que não realizarmos um verdadeiro show de entretenimento? Um atirador de facas tatuado fazendo malabarismo com serras de aço se apresentaria, enquanto alguém gritaria versículos bíblicos. Isso atrairia uma multidão, você não acha?

É um cenário bizarro, mas é um cenário que ilustra como os meios podem baratear e corromper a mensagem.

Tornando vulgar
Infelizmente, este cenário não é muito diferente do que algumas igrejas estão fazendo. Roqueiros punk, ventríloquos, palhaços e artistas famosos têm ocupado o lugar do pregador — e estão degradando o evangelho.

Creio que podemos ser inovadores e criativos na maneira como apresentamos o evangelho, mas temos de ser cuidadosos em harmonizar nossos métodos com a profunda verdade espiritual que procuramos transmitir. É muito fácil vulgarizarmos a mensagem sagrada.

Não se apresse em abraçar as tendências das super-igrejas de alta tecnologia. E não zombe da adoração e da pregação convencionais. Não precisamos de abordagens astuciosas para que tenhamos pessoas salvas (1 Coríntios 1.21).

Precisamos tão-somente retornar à pregação da verdade e plantar a semente. Se formos fiéis nisso, o solo que Deus preparou frutificará.

John MacArhtur

A-BD

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Guerra: Israel contra Hamas (Novembro 2012)


Israel declara guerra aos grupos armados da Faixa de Gaza


16/11/2012 16h36- Atualizado em 19/11/2012 19h06

'Culpa é do Hamas e dos terroristas', diz embaixador de Israel sobre mortes

Violência em Gaza matou mais de 100 palestinos e israelenses desde 4ª.
'Não temos de justificar', diz Rafael Eldad, diplomata israelense no Brasil.

Carlos OliveiraDo G1, com agências internacionais
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"A culpa de tudo que está passando é do Hamas e dos terroristas", diz o embaixador de Israel em Brasília, Rafael Eldad, sobre o confronto que já matou mais de 100 palestinos e 3 israelenses entre a última quarta-feira (14) e esta segunda (19) na região da Faixa de Gaza.
O diplomata de 63 anos já foi representante de Israel na Argentina, no Peru e no Paraguai e avalia o Brasil como sua "missão mais importante" na América Latina.

Na quarta-feira, forças israelenses mataram Ahmed Jaabari, o principal comandante militar do Hamas, grupo palestino que governa Gaza.

A organização retaliou com foguetes, e Israel deflagrou a operação "Pilar de Defesa", convocando posteriormente reservistas militares para uma possível ofensiva terrestre.
Para Eldad, o conflito não começou na quarta-feira. "São dias, semanas, anos de chuva de foguetes contra a população civil no sul de Israel. As famílias têm a vida impossível, não podem mandar as crianças para a escola", diz.
Bombardeio israelense ergue fumaça sobre a cidade de Gaza nesta sexta-feira (16) (Foto: Jack Guez/AFP)Bombardeio israelense ergue fumaça sobre a cidade de Gaza nesta sexta-feira (16) (Foto: Jack Guez/AFP)
mapa gaza 16/11 (Foto: 1)
Mortes dos dois lados
No total, 101 palestinos morreram em três dias, enquanto três civis israelenses morreram na queda de um foguete sobre um imóvel no sul de Israel.

"Não temos que justificar nada", diz Eldad sobre a morte dos palestinos provocadas pelas forças de Israel.
A embaixada defende que Israel direciona suas ações contra alvos militares do Hamas e outras organizações terroristas e que busca não ferir a população civil. O órgão também responsabiliza o Hamas por "usar os residentes de Gaza como escudos humanos", segundo comunicado.
Foguetes já atingiram pontos importantes de Israel, como as cidades de Tel Aviv e Jerusalém, e o país alega que exerce seu direito de defesa. Países como EUA e Alemanha, além da União Europeia, apoiaram a ideia de defesa legítima.
O governo do Egito, considerado ideologicamente próximo ao Hamas, enviou seu premiê a Gaza para tentar negociar um cessar-fogo. O país já fez esse tipo de negociação entre as duas nações antes.
Guerra constante
A última guerra entre os dois lados, uma blitz aérea israelense que durou três semanas e uma invasão por terra durante o período de Ano Novo de 2008-2009, deixou mais de 1,4 mil palestinos mortos, a maioria civis, e matou 13 israelenses.

O embaixador acredita que não é possível comparar o embate atual com o período mencionado: "O problema é que, muitas vezes, atacam Israel e não falam disso. São anos de constantes ataques e de uma situação insuportável", diz.

Para Eldad, o fim do conflito "depende do Hamas. "A resposta militar de Israel é segundo a situação. Se eles [Hamas] continuarem atacando, Israel vai seguir respondendo", defende.
Brasileiros
Segundo Eldad, Israel "funciona normalmente", e a embaixada não dá orientações específicas para brasileiros que vão viajar para Israel. Mas "essas coisas podem mudar em um dia", diz.

Milhares de palestinos manifestam apoio ao Hamas na Cisjordânia (Foto: Majdi Mohammed/AFP)Milhares de palestinos manifestam apoio ao Hamas na Cisjordânia (Foto: Majdi Mohammed/AFP)

Saiba o que é o Hamas

Partido político, movimento de assistência social e grupo militar: as várias faces do Hamas, organização palestina que não reconhece a existência do Estado de Israel e controla a Faixa de Gaza.
Militantes armados do Hamas
O Hamas é uma organização radical palestina que não reconhece a existência do Estado de Israel e que, desde junho de 2007, controla a Faixa de Gaza. Hamas é a abreviatura para Harakat Al-Muqawama al-Islamia (Movimento de Resistência Islâmica).
O Hamas é, ao mesmo tempo, um partido político e um movimento militar, as Brigadas Qassam. São elas que organizam os ataques com mísseis contra Israel.
As origens do grupo remontam à Irmandade Islâmica, organização fundamentalista criada em 1928 no Egito. Com o início da primeira Intifada (insurreição, em árabe) contra Israel, em 1987, a Irmandade Islâmica criou um braço armado, o qual chamou de Hamas.
A organização ficou conhecida somente em 14 de dezembro de 1987, quando o nome Hamas surgiu num panfleto em que o grupo anunciava sua luta contra Israel. O Hamas prega o fim do Estado de Israel e a sua substituição por um Estado palestino que ocuparia a área onde hoje estão Israel, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia.
Apesar das posições radicais do Hamas, Israel no início apoiou o braço político-assistencial do grupo, numa tentativa de enfraquecer a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), então liderada por Yasser Arafat e sediada em Túnis.
A intenção era mostrar que havia forças nas zonas ocupadas que poderiam representar melhor os palestinos do que a OLP. Anos antes, Israel já havia tentado provar que a OLP não era o único representante dos palestinos.
O Hamas é considerado uma organização terrorista pela União Europeia, pelos Estados Unidos, pelo Canadá, pelo Japão e, claro, por Israel.
Para muitos palestinos, entretanto, trata-se de uma organização beneficente, que presta ajuda e assistência nos lugares onde a Autoridade Nacional Palestina (ANP) falha.
Foi também graças à atuação do Hamas que foram inaugurados hospitais, jardins-de-infância, escolas e pontos de distribuição de sopa nos territórios em conflito, o que permitiu que a organização ganhasse amparo junto à parte pobre da população palestina.
O Hamas virou um partido político em 2005. Em janeiro do ano seguinte, venceu as eleições parlamentares palestinas, derrotando o Fatah e ficando com a maioria das cadeiras.
Em junho de 2007, a chamada Batalha de Gaza resultou na expulsão do Fatah da Faixa de Gaza, que passou a ser controlada pelo Hamas. Em resposta, o presidente palestino, Mahmud Abbas, retirou representantes do Hamas do governo da Autoridade Nacional Palestina na Cisjordânia