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domingo, 20 de maio de 2012

Pecado: brincou, caiu





O caminho da águia é no céu (Pv 30.19). Ela não foi cri­ada para viver se arrastando nos vales da vida e nas depres­sões da terra. Deus a criou para as alturas.

A águia tem vocação para as alturas. Ela é a rainha do espaço, a campeã dos voos altaneiros. Ela galga as alturas excelsas com suas possantes asas e voa com segurança e pro­digiosa desenvoltura sobre o pico dos mais altos mon­tes. Ela não é como o inhambu, que vive tomando tiro na asa, presa fácil dos caçadores, porque só voa baixo.

Há muitas pessoas que vivem também num plano muito inferior, voando baixo demais, sofrendo ataque de todos os lados, porque não saem das zonas de perigo, vivem pisando em terreno minado, vivem com os pés no território do adver­sário. Por isso, constantemente estão feridas, machucadas, porque não alçaram voo um pouco mais para cima.

Há crentes que vivem arraigados no mundo, estão na igreja, mas não se libertaram do mundo. São crentes que se conformam com o presente século. Adaptam-se aos esque­mas e valores do mundo, seguem o curso do mundo e são amigos do mundo. São pessoas de coração dividido, que querem servir a Deus, mas não estão dispostas a renunciar o mundo. Amam os prazeres do mundo, vivem para agra­dar os ditames da carne e satisfazer seus desejos imediatos.

Como é triste perceber que muitos crentes têm sido se­duzidos pelas atrações e prazeres efêmeros do mundo! Como Esaú, vendem o seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas. Trocam a paz de uma consciência pura por um momento de prazer. Trocam a alegria da salvação por um minuto de pecado.

Há crentes, hoje, que estão em amargura de espírito, no laço do passarinheiro, debaixo de opróbrio e vergonha, por­que brincaram com a graça de Deus, foram profanos e zom­baram do pecado. A Bíblia diz que quem zomba do pecado é louco (Pv 14.9).

Sansão era um homem consagrado a Deus. Era um nazireu. Como tal não podia tocar em cadáver, beber vinho nem cortar o cabelo (Nm 6.1-4). Estes eram os seus votos de consagração ao Senhor. Sansão cresceu num lar piedoso. Seus pais andavam com Deus. Ele era um jovem forte, poderoso, muitas vezes possuído e usado pelo Espírito Santo.

Mas Sansão não perseverou na santidade, Ele brincou com o pe­cado. Ele não levou Deus a sério. Ele fez pouco caso de seus votos de consagração. Por isso, foi afrouxando seus com­promissos, foi transigindo com o pecado, foi anestesiando sua consciência, foi caminhando em direção ao abismo, foi descendo para os lugares baixos e tenebrosos, afogando sua alma no lodaçal pestilento da desobediência. Sansão que­brou o seu primeiro voto de consagração ao procurar mel na caveira de um leão morto (Jz 14.8,9).

Há muitos crentes, hoje, também, procurando doçura e prazer no pecado. Sansão quebrou seu segundo voto de consagração ao dar um banquete de sete dias, regado a vinho, para seguir a moda dos jovens de sua época (Jz 14.10). Sansão caiu quando quis seguir a moda. Sansão não teve coragem para ser diferente. Ele cedeu à pressão do grupo. Ele tor­nou-se massa de manobra. Em vez de influenciar, foi influ­enciado.

O povo de Deus precisa ter fibra. O cristianismo não serve para gente covarde (Ap 21.8). Não vivemos para agradar a homens (Gl 1.10). Há muitos pais cristãos que, ao celebrarem a festa dos 15 anos de suas filhas ou as bodas de casamento, regam a festa com cerveja e wisky, porque têm medo de quebrar as etiquetas sociais. Não têm mente de Cristo. Vivem, não pelas leis do céu, mas pelas imposições do mundo.

Sansão quebrou o seu terceiro voto de consagração, de­pois de macular sua honra, deitando-se com uma prostituta em Gaza (Jz 16.1). Dali saiu e deitou no colo de uma mulher ímpia e traidora. Sansão era um gigante. Sua força era descomunal, colossal, hercúlea. Sozinho vencia exércitos. Ninguém podia subjugá-lo. Ele era invencível. Mas o peca­do o derrubou.

Ele ficou preso pelas próprias cordas do seu pecado. Ele tornou-se cativo de suas paixões. Ele dominava exércitos, mas não conseguiu dominar seu próprio coração. Ele venceu com uma queixada de jumento mil filisteus (Jz 15.15), mas foi vencido pelas suas paixões sexuais. Seu ca­belo foi cortado, seu voto foi quebrado. O Espírito de Deus retirou-se dele (Jz 16.19 e 20). Tornou-se, então, um homem comum, fraco, impotente. Os inimigos o subjugaram, vaza­ram-lhe os olhos.

Seu nome significa sol, mas ele ficou em profunda escuridão. Foi vencido porque, em vez de voar nas alturas como a águia, ficou ciscando lixo e entulho, como uma galinha, com os pés na lama.

Deus nos chamou para voar como a águia. Diz o após­tolo Paulo: "Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra” (Cl 3.1,2).

Retirado do livro “Voando nas Alturas”, de Hernandes Dias Lopes

A-BD


domingo, 25 de março de 2012

RELIGIÃO É COMO A MÃE DA GENTE


Religião é como a nossa mãe, mesmo que não seja bonita, nós achamos que é: Nós gostamos dela e não trocamos por nenhuma outra mãe de quem quer que seja. Podemos não achar nossa mãe mais bonita do que a mãe dos outros, mas certamente achamos melhor para nós. Isso não quer dizer que a mãe dos outros não seja bonita, isso também não quer dizer que o outro não tenha o direito de elogiar a mãe dele. Bem educados nós falamos bem de nossa mãe, elogiamos nossa mãe, gostamos dela mais do que de qualquer outra mãe, mas respeitamos, elogiamos e admiramos também os outros e as mães deles. Só os moleques falam mal da mãe de outro e ridicularizam o outro e a mãe do outro.
Pessoas bem educadas arranjam um elogio bonito para mãe do outro. Religião é como mãe, se a gente tem uma, a gente não a troca por nenhuma outra. E, se o outro tem uma e gosta dela, a gente aplaude. Pessoas bem educadas sabem conviver com a sua própria mãe e com a mãe dos outros. Pessoas bem educadas sabem conviver com a sua própria Igreja e com a Igreja dos outros. Só os fanáticos e mal educados gostam de falar mal da igreja do outro e de colocar a sua acima de qualquer outra Igreja .Só os mal educados e mal instruídos na fé não aceitam dialogar nem orar juntas. Só eles são contra o ecumenismo, mas, quem tem mãe sabe a importância de ser filho. Amemos nossas Igrejas, mas, respeitamos as Igrejas dos outros, se quisermos de fatos ir para o céu . Religião verdadeiramente vitoriosa , não é a que faz mais adeptos, mas a que sabe fazer mais caridade e respeitar a mãe dos outros
.
                        Elias porto
O que é nossa religião? O Culto Eclético da Fluente Luz Universal é um trabalho espiritual, que tem como objetivo alcançar o auto-conhecimento e a experiência de Deus ou do Eu Superior Interno. Para tanto, se ultiliza, dentro de um contexto ritual tido como sagrado, da bebida enteógena sacramental conhecida como ahyausca e que foi rebatizada pelo Mestre Irineu como Santo Daime. O uso de uma substância enteógena como sacramento parece ter feito parte das principais tradições religiosas da antiguidade e fornecido a base visionária de muitas das principais grandes religiões hoje existentes no mundo.Nosso culto litúrgico, que se resume em comungar, nas datas apropiadas, a bebida à guiza de sacramento, se denomina Eclético, por que suas raízes estão impregnadas de um forte sincretismo entre vários elementos culturais,folclóricos e religiosos.O uso do sacramento Santo Daime é relizado nas datas do seu calendário festivos, obedecendo as regras rituais que foram estabelecidas pelo Mestre Irineu e pelo Padrinho Sebastião.Um Conselho Espiritual dirige a Igreja e zela pela manutenção da tradição e dos princípios , ao mesmo tempo que procura adequá-las aos novos contextos .As principais festas do calendário religioso são os Hinários e os Feitios.Hinários são doze horas seguidas de cânticos e bailado em torno de uma estrela de seis pontas, ao som de diversos instrumentos e maracás.Feitios são as festas de produção do sacramento, quando toda a comunidade se mobiliza para fazer a bebida sacramental, que será consumida durante o calendário de trabalhos do ano.Outro elemento importante da espiritualidade daimista elaborada por Padrinho Sebastião foi a comunidade. A comunidade se constitui no ponto de referência comum para o trabalho espiritual de todos os membros.É a ela que deve retornar todas as boas aquisições que fazemos no nosso aprendizado espiritual.A Doutrina do Santo Daime ou a Doutrina do Mestre Irineu, como também é identificada, nasceu dentro da floresta, brotou no seio do seu povo, uma gente muito humilde e digna. A sua mensagem, que se encontra reunida na forma de coleções de hinos recebidos pelos mestres e adeptos,prega o amor pela natureza e consagra o mundo vegetal e todo o planeta como sendo o cenário sagrado da nossa mãe-terra.Nosso trabalho mantém portanto vínculos muito profundos com a floresta e pela causa da sua preservação .Isso chega a ser uma questão de fundamento espiritual .Para desenvolver essa parte social e ambiental do trabalho da nossa Igreja na Amazônia,foi criado o Instituto de Desenvolvimento Ambiental Raimundo Irineu Serra que se empenha hoje em gerir e buscar parcerias para projetos de desenvolvimento auto-sustentável , numa região de quase 200 000 ha de florestas, pertencentes a Floresta nacional do Purus, onde estamos assentados há cerca de 16 anos
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Escatologia 1

ESCATOLOGIA
  • Um quebra-cabeça onde há peças que temos certeza, outras temos dúvida e ainda outras onde não sabemos sua posição (estão encobertas) - são eventos para no dia a ser revelado (Ap.10:7).
  • Profecias de Daniel com relação as Setenta Semanas, harmonizando com outros versículos da bíblia
ACERCA DO MILÊNIO
  • AMILENISMO:
  • NÃO HAVERÁ UM MILÉNIO NA TERRA, APÓS O 2ª VINDA DE JESUS
ACERCA DO MILÊNIO
  • PRÉ-MILENISTA:
  • ACONTECERÁ ANTES DO MILÊNIO
ACERCA DO MILÊNIO
  • PÓS-MILENISTA:
  • ACONTECERÁ APÓS O MILÊNIO
ACERCA DO ARREBATAMENTO
  • PRÉ-TRIBULACIONISTA:
  • ARREBATAMENTO DA IGREJA ACONTECERÁ ANTES DA GRANDE TRIBULAÇÃO
ACERCA DO ARREBATAMENTO
  • MESO-TRIBULACIONISTA:
  • ACONTECERÁ NA 1ª METADE DOS 7 ANOS
ACERCA DO ARREBATAMENTO
  • PÓS-TRIBULACIONISTA:
  • ACONTECERÁ NA 2ª METADE DOS 7 ANOS
DANIEL
  • Foi um período difícil onde encontraram oposição de Sambalá e Tobias e tiveram de trabalhar armados, pois a qualquer momento podiam ser atacados Ne 4:16-23.
  • Porém Neemias confiava em Deus , sabia que o Senhor estava com eles e completaram a reconstrução dos muros Ne 6:15-16.
DANIEL
  • Ne 2.1-8
  • Dn 9.25
       

Analisando a parábola das dez virgens

As virgens sábias e as virgens tolas [Peter von Cornelius]
As virgens sábias e as virgens tolas (Peter von Cornelius na Wikipedia)
Uma análise devidamente contextualizada da parábola das dez virgens feita por Hermes C. Fernandes.

Uma das passagens mais usadas para aterrorizar os crentes é a parábola das Dez Virgens. De acordo com a interpretação de alguns pregadores, a parábola indica que apenas uma porcentagem dos crentes em Jesus participariam do Arrebatamento, e os demais seriam deixados para trás. Se formos um pouco mais literais, somente 50% dos crentes serão realmente salvos. Os demais estão entre os imprudentes, que serão pegos de surpresa, despreparados, e por isso, inaptos para subir com Cristo. Será que tal interpretação faz jus àquilo que Jesus intentava dizer aos Seus discípulos?
Nessa parábola, Jesus está falando da chegada do reino, e não de Sua segunda Vinda. E o Seu reino foi inaugurado ainda em Seu primeiro advento.
O texto diz que “o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do noivo” (Mt.25:1).
Sôa até estranho, se não atentarmos para o contexto cultural da época. Estaria Jesus defendendo algum tipo de poligamia? Por que “dez virgens”, em vez de apenas uma? Teria Jesus mais de uma noiva?
As virgens da parábola não seriam desposadas pelo noivo. Elas eram como “madrinhas” da noiva. Fazia parte do ritual de bodas judaicas, o encontro das “madrinhas” virgens, com o noivo, para acompanhá-lo até a noiva.
Ora, o noivo da parábola representa o próprio Cristo. E a noiva, embora não figure na parábola, é a Igreja. Quem seriam, então, as virgens? Elas representam o povo judeu.
É interessante que em outra passagem, João Batista se apresenta como “o amigo do Noivo”. Além das virgens madrinhas, o noivo também era assistido por um amigo, geralmente, aquele que fosse considerado o melhor amigo. Assim como não podemos confundir o noivo com o amigo do noivo, também não podemos confundir a noiva com as dez virgens.
Ao ser confundido com o Cristo, João respondeu: “Eu não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dele. A noiva pertence ao noivo. O amigo do noivo, que lhe assiste, espera e ouve, e alegra-se muito com a voz do noivo. Essa alegria é minha, e agora está completa” (Jo.3:28b-29).
De acordo com o protocolo, as virgens madrinhas deveriam sair ao encontro do noivo, portando lâmpadas devidamente acesas.
Segundo a parábola, dentre as dez virgens, cinco eram prudentes, e cinco eram insensatas.
As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com suas lâmpadas. Demorando o noivo, todas elas acabaram cochilando e dormindo” (Mt.25:3-5).
Repare no detalhe: todas elas acabaram dormindo. Ficaram desatentas, e cochilaram. A diferença entre elas era o suplemente extra de azeite que cinco delas haviam trago. Portanto, a questão não era apenas de vigilância, como bradam os pregadores, mas de prevenção e prudência. Ser prudente aqui, é ser precavido.
Por isso, não parece razoável usar esse texto para amendrontar os crentes, fazendo-os duvidar de sua salvação, temendo que o Senhor lhes flagre “dormindo”.
Paulo escreve acerca disso em sua primeira epístola endereçada à igreja em Tessalônica:
Mas, irmãos, acerca dos tempos e das épocas, não necessitais de que se vos escreva, pois vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite (sem aviso prévio) (...) Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que esse dia vos surpreenda como um ladrão. Todos vós sois filhos da luz, e filhos do dia. Nós não somos da noite, nem das trevas. Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios. Pois os que dormem, dormem de noite, e os que se embriagam, embriagam-se de noite. Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios (...) Pois Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele” (5:1-2,4-8a, 9-10).
É claro que devemos “vigiar”, isto é, estar atentos, para que não sejamos surpreendidos. Entretanto, quer vigiemos ou durmamos, nosso encontro com o Senhor é garantido. O risco é o de sermos pegos de surpresa, e não o de sermos condenados.
Voltando à parábola:
Mas, à meia-noite ouviu-se um grito: Aí vem o noivo, saí ao seu encontro” (Mt.25:6).
Esse “grito-convocação” foi o grito dos profetas, dos quais, João foi o último expoente. Apenas parte do povo judeu deu ouvidos ao alarde profético. A outra parte se manteve surda e insensível ao apelo de Deus. Faltava-lhes o azeite, a luz, a revelação. Seu coração foi endurecido.
Paulo compreendia bem tal situação, pois a havia testemunhado. Em sua última investida evangelística direcionada aos judeus, o apóstolo dos gentios se viu profundamente decepcionado com seus patrícios.
Segundo o relato de Atos, dentre os judeus que vieram ao seu encontro em Roma, “alguns foram persuadidos pelo que ele dizia, mas outros não creram” (28:24). Os que criam eram as virgens prudentes, e os que desdenhavam eram as virgens insensatas. Suas lâmpadas estavam apagadas. Lucas diz que eles “discordaram entre si, e começaram a sair, havendo Paulo dito esta palavra: Bem falou o Espírito Santo a nossos pais pelo profeta Isaías: Vai a este povo, e dize: Ouvindo, ouvireis, e de maneira nenhuma entendereis; vendo, vereis, e de maneira nenhuma percebereis. Pois o coração deste povo está endurecido; com os ouvidos ouviram pesadamente, e fecharam os olhos, para que jamais vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem entendam com o coração, e se convertam e eu os cure” (Atos 28:25-27).
Dentre os filhos de Israel, somente o remanescente pôde entrar no Reino de Deus. Quem são os remanescentes? Os que deram ouvidos ao grito profético, e foram ao encontro do Noivo. Isso é confirmado por outras passagens, como aquela que Paulo menciona aos Romanos: “Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo”( Rm.9:27).
Somente os que atentarem para as profecias, e se derem conta de que elas falam de Jesus de Nazaré, e confiarem em Sua provisão para a salvação, serão, de fato, salvos.
Ninguém será salvo por pertencer a uma etnia, ou por ter o sangue de Abraão correndo em suas veias.
É Paulo quem declara: “Tenho declarado tanto aos judeus como aos gregos que devem se converter a Deus, arrepender-se e ter fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (At.20:21).
Por todo o livro de Atos encontramos o cumprimento da parábola das virgens. Em Antioquia, por exemplo, “muitos dos judeus e dos prosélitos devotos seguiram a Paulo e Barnabé, os quais, falando-lhes, exortavam-nos a que permanecessem na graça de Deus” (At.13:43). Esses equivalem às “virgens prudentes”. Mas logo abraixo no texto, lemos que “os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja, e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava” (v.45). Esses equivalem às “virgens insensatas”.
A parábola prossegue:
Então todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas lâmpadas. E as insensatas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite; as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam: Não seja o caso que nos falte a nós e a vós. Ide antes aos que o vendem, e comprai-o” (Mt.25:7-9).
De quem elas deveriam comprar o azeite? Onde encontrariam a luz de que suas lâmpadas necessitavam? Com a palavra, Simão Pedro, o apóstolo da circuncisão:
E temos ainda mais firme a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que ilumina em lugar escuro, até que o dia clareie, e a estrela da manhã surja em vossos corações” (2 Pe.1:19).
Revelação não é algo que se possa receber de terceiros. Não há como terceirizá-la. Tem-se que buscar na fonte. Podemos adquirir informação através de outros, mas só adquiriremos “azeite” para nossas lâmpadas, se buscarmos diretamente na fonte. Por isso Jesus insistia: “Examinai as Escrituras...”
Por muitos séculos, os judeus negligenciaram a Palavra. Por isso, foram incapazes de reconhecer o Messias, quando Ele apareceu nas ruas da Galiléia.
Quando procuraram por Paulo em Roma, queriam um pouco de azeite para suas lâmpadas, mas a porta já se havia fechado. Como disse Jesus, o Reino lhes fora tirado, e entregue a um outro povo, a igreja. Somente os remanescentes* “entraram com ele para as bodas”.
Para esse “remanescente”, a porta sempre estará aberta. Como bem afirmou o apóstolo: “Assim, pois, também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da graça” (Rm.11:5).
Como vimos, a parábola das virgens jamais teve a intenção de causar pânico aos seguidores de Cristo. Não estamos nem entre as cinco prudentes, nem entre as cinco insensatas. Somos a única noiva do Cordeiro, aquela que está sendo preparada para ser apresentada “como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2 Co.11:2).
Christus Victor!
* a palavra remanescente aparece nas bíblias NVI e ARA.
Fonte: O post original do Hermes tá nesse link aqui.

Estudo sobre o Fim dos Tempos

ÍNDICE
  • Citações da Bíblia da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil (ACF), © 1994, 1995, 1996, 1997. Novo Testamento © 1979-1997.
  • Citações em parênteses e colchetes extraídas e devidamente traduzidas a partir da AMPLIFIED BIBLE, Copyright © 1954, 1958, 1962, 1964, 1965, 1987 by The Lockman Foundation. All rights reserved. Used by permission (www.Lockman.org) - detalhes
  1. Linha do Tempo do Fim
  2. Introdução ao Estudo do Fim dos Tempos
  3. Quando começa o Fim dos Tempos?
  4. Sinais do tempo do fim
    1. A formação do Estado de Israel em 1948 (Ezequiel 37)
    2. Aumento das viagens e progresso da ciência (Daniel 12:4)
    3. O sinal do engano (Mateus 24)
    4. Guerras e rumores de guerras, epidemias e terremotos (Mateus 24)
    5. A grande apostasia (1 Timoteo 4:1-4)
    6. O florescimento do deserto (Isaías 35, 41 e 43)
    7. Ataque da Rússia e seus aliados a Israel (Ezequiel 38 e 39)
    8. A reconstrução do templo judeu em Jerusalém (Mateus 24 e Daniel 11)
    9. A reconstrução da Babilônia (Apocalipse 14, 16 e 18)
    10. Tornados, furacões e alterações no clima da Terra (Lucas 21)
  5. A Cronologia do Fim dos Tempos
  6. O Arrebatamento
    1. O que é o Arrebatamento?
    2. Por que o Arrebatamento e o Aparecimento Glorioso de Cristo são 2 eventos distintos?
    3. Por que o Arrebatamento ocorre ANTES do período de Tribulação?
    4. As posições pré, meso e pós-Tribulacionista para o Arrebatamento
  7. O mapa do período de Tribulação
  8. O Período da Tribulação
    1. O que é a Tribulação?
    2. Por que 7 anos de Tribulação?
    3. A colheita de almas durante a Tribulação
    4. A Primeira Metade da Tribulação
      1. O papel da ONU no fim dos tempos
      2. O mundo divido em 10 regiões
      3. O Julgamento dos Selos
      4. O Julgamento das Trombetas
    5. A Segunda Metade da Tribulação
      1. O centro da economia será a Babilônia - economia mundial em crise
      2. A Marca da Besta
      3. A proteção de Deus aos judeus remanescentes de Israel
      4. A Destruição da Babilônia
      5. O Julgamento das Taças
    6. As Bodas do Cordeiro
  9. O Aparecimento Glorioso de Cristo
    1. Os detalhes Aparecimento Glorioso de Jesus Cristo descritos na Bíblia
    2. O monte das Oliveiras - onde Jesus aparecerá primeiro
    3. Arrebatamento e Aparecimento Glorioso - dois eventos diferentes
    4. A Batalha de Armagedom
    5. As diferenças entre a Primeira e a Segunda Vinda de Cristo
  10. O Milênio
    1. As posições pré, pós e amilenarista
    2. A Última Revolta de Satanás
  11. O Julgamento do Grande Trono Branco
  12. A Eternidade
  13. Personagens do Fim dos Tempos
    1. Satanás
    2. O anticristo
    3. O falso profeta
    4. As duas testemunhas
    5. As 144 mil testemunhas judaicas
  14. Bibliografia
  15. FAQ