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sábado, 5 de setembro de 2015
Usos e Costumes - um pouco mais da história
Sobre a origem dos usos e costumes dentro das Assembleias de Deus as opiniões são divergentes. Alguns creditam sua gênese somente aos missionários pioneiros. Outros aos obreiros brasileiros, os quais refletiam nos ensinamentos seus conceitos de santidade apoiados na cultura da época.
Silas Daniel no História da CGADB, ao comentar sobre a polêmica resolução do presbitério da AD em São Cristóvão sobre o assunto, aponta Gunnar Vingern e Otto Nelson como "os missionários suecos mais rígidos em termos de vestimentas".
Silas Daniel no História da CGADB, ao comentar sobre a polêmica resolução do presbitério da AD em São Cristóvão sobre o assunto, aponta Gunnar Vingern e Otto Nelson como "os missionários suecos mais rígidos em termos de vestimentas".
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| Membros da AD Florianópolis: "vestes santas" |
Outros autores apontam os próprios pastores nativos, que perpetuaram certos costumes influenciados pela tradição católica. Altair Germano em seu blog cita Robson Calvalcanti, o qual em seu livro A Igreja, o país e o mundo: desafios a uma fé engajada comenta "sobre questões culturais, e de forma mais específica, sobre a maneira das mulheres 'Assembleianas' se vestirem":
Por que as mulheres da Assembleia de Deus no Brasil se vestem assim, quando em outros países do mundo, até mesmo da América Latina, não o fazem? É um costume da Assembleia de Deus no Brasil. Aí, você vai descobrir que essa denominação não começa no sul, mas no norte e no Nordeste, na zona rural. Converteram-se pessoas que vinham da Igreja Católica, da religião popular. E quem viveu no interior do Nordeste, nos anos de 40-60, percebe que a beata católica tinha como características não se pintar, usar cabelos longos presos e roupas longas. Tal costume, então, dessa denominação é, na verdade, uma absorção da cultura católica popular, que depois se tornou doutrina.
Para o pastor e teólogo Jesiel Padilha foram os líderes nativos e não os escandinavos os responsáveis por tamanha rigidez. Segundo o escritor as "exigências de comportamento das mulheres em relação a cabelo, roupas, sapatos foram intensificados por esses líderes".
Não só isso, a "cartilha do que poderia ser usado, ou não, onde o crente poderia circular ou se poderia participar ou frequentar algum recinto seria o tema principal das plenárias convencionais".
Não só isso, a "cartilha do que poderia ser usado, ou não, onde o crente poderia circular ou se poderia participar ou frequentar algum recinto seria o tema principal das plenárias convencionais".
Pastor Jesiel no seu livro biográfico Carlos Padilha: combati o bom combate traz algumas pérolas sobre as questões de usos e costumes nas ADs:
Na década de 1960 era inadmissível uma filha de um Pastor brasileiro, mesmo que tivesse dez anos cortar o cabelo. Se isso ocorresse a contraventora era disciplinada e impedida de participar dos conjuntos vocais e outras atividades. A franja era chamada de chifre do bode, inclusive na década de oitenta era comentado em cultos de doutrina corriqueiramente. (p.26)
A bateria era o bicho papão para muitos pastores. A resistência dos presidentes contra a bateria foi muito mais forte. Só na década de 90 é que foi liberada. Muitos pastores diziam que a bateria era o trono de Satanás e nela o camarada pintava e bordava balançando o corpo freneticamente e batendo em todas as direções. Diziam até que a pessoa estava endemoninhada. (p.91)
Ainda segundo o pastor Padilha na década de 1960 se presenciou "a onda do sectarismo religioso e do radicalismo, onde tudo era pecado - assistir televisão, cuspir, beber Coca-Cola, usar tênis e jeans e outras proibições esdrúxulas". Ironicamente, o autor chama esse período de"onda do talibã religioso" nas igrejas pentecostais.
Após tantas controvérsias sobre o tema, muitos membros das ADs ainda observam os usos e costumes deixados pelos pioneiros. Alguns praticam parcialmente, enquanto outros abandonaram completamente as antigas normas. A denominação com certeza em diversos lugares não superou o tema e nem abandonou seus antigos princípios.
Fontes:
DANIEL, Silas. História da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
PADILHA, Jesiel. Carlos Padilha: combati o bom combate. Duque de Caxias, RJ: CLER - Centro de Literatura Evangélica Renascer, 2015.
http://www.altairgermano.net/2009/04/usos-e-costumes-assembleianos.html
Marcadores: curiosidades, Usos e costumes
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Alemanha celebra 70 anos do fim do nazismo e da Segunda Guerra Mundial
Cerimônia no Reichstag, sede da câmara baixa do Parlamento, relembrou as vítimas de um dos períodos mais sombrios da história
postado em 08/05/2015 14:45 / atualizado em 08/05/2015 15:01
A Alemanha lembrou nesta sexta-feira os 70 anos do fim do nazismo, em 8 de maio de 1945, comemorando uma libertação tanto para o país quanto para toda a Europa, durante uma cerimônia no Reichstag, sede da câmara baixa do Parlamento.
O fim da Segunda Guerra Mundial foi "para todo o continente um dia de libertação", mas não "um dia em que os alemães conseguiram se libertar sozinhos", declarou o presidente do Bundestag, Norbert Lammert, que agradeceu aqueles que, pagando "o preço de perdas impensáveis, colocaram fim ao reino do terror nazista".
Saiba mais
A cerimônia foi acompanhada pela chanceler alemã, Angela Merkel, pelo presidente, Joachim Gauck, e pelos deputados das duas câmaras do Parlamento alemão.
O 70º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial ocupou grande parte da imprensa alemã neste dia 8 de maio. "O fim, o início", afirmava em sua primeira página o jornal de Munique Süddeutsche Zeitung, que dedicava dez páginas ao acontecimento. "O país mudou: em algumas décadas, foi estabelecida uma sociedade livre. Os filhos e os netos se esforçam para compreender este passado sombrio", destacava o jornal conservador Die Welt.
Segundo uma pesquisa da YouGov publicada no fim de abril, 76% dos alemães consideram o fim da Guerra uma libertação de seu país, mais que uma derrota.
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