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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015


GILBERTO DIMENSTEIN

06/11/2007

O judeu é mais inteligente?

Em entrevista à Folha, o cientista político norte-americano Charles Murray disse que a genética seria uma das explicações para a suposta inteligência superior dos judeus. Será?
Na condição de judeu, não acredito nessa influência genética. Não é só porque, para mim, superioridade genética e barbárie se confundem na história. Mas, como alguém que trabalha com educação, acredito que exista uma cultura específica que ajude na projeção de um povo que, apesar de ter apenas 12 milhões de pessoas, tem 25% dos ganhadores do Prêmio Nobel.
O que existe entre judeus (e não só entre eles) é uma reverência obsessiva pelo conhecimento, que vem de gerações. É o chamado povo do livro. O rabino, a pessoa mais importante da comunidade religiosa, não tem força por ser um intermediário com Deus, mas por ser um intérprete das leis, ou seja, um intelectual. Livros sagrados são feitos de perguntas.
O ritual iniciatório do judeu não é matar um guerreiro ou passar por privações. Mas é ler um livro (a Torá). Ou seja, se quiser virar adulto terá de saber ler em pelo menos uma língua. O analfabetismo sempre foi muito baixo entre os judeus, o que assegurou uma rede de escolas.
A educação não é vista como uma responsabilidade apenas da escola. Mas, em primeiro lugar, da família e, depois, da comunidade. Educa-se em casa, na sinagoga e também na escola. Aprende-se, portanto, todo o tempo e em todos os lugares.
Como o judeu é o povo por mais tempo perseguido da história da humanidade, desenvolveu-se a sensação do desafio permanente. Isso se traduz na idéia de que o estudo é a melhor defesa --e também a coisa mais segura para ser carregada.
Nessa junção dos capitais humano e social, tem-se a receita não do desempenho intelectual de um povo, mas da força divina da educação, replicável por qualquer agrupamento humano.
Gilberto Dimenstein, 58 anos, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Onlineàs segundas-feiras.
         



     

OS PROTOCOLOS DOS SÁBIOS DE SIÃO

Se existe algum texto capaz de gerar ódio entre as massas, sem dúvida alguma é este . . . Este livro é composto apenas por mentiras e difamações.
Elie Wiesel, Prêmio Nobel da Paz
A obra Os Protocolos dos Sábios de Sião é a publicação anti-semita mais famosa e divulgada da época contemporânea. Suas mentiras sobre os judeus, embora repetidamente desmentidas por estudiosos e autoridades, continuam a circular hoje, principalmente na Internet. Os indivíduos e grupos que fazem uso dos Protocolos estão unidos por um mesmo propósito: disseminar o ódio contra os judeus.
O texto dos Protocolos é um trabalho repleto de invenções, sem quaisquer bases na realidade, escrito com a intenção de culpar os judeus por diversos males sociais. Aqueles que o distribuem alegam que o livro documenta uma conspiração judaica para dominar o mundo, embora tal conspiração e seus supostos líderes, os chamados Sábios de Sião, nunca tenham existido.
A Origem de uma Mentira
Em 1903, o jornal russo Znamya, A Bandeira, publicou, de forma seriada, trechos do livro Os Protocolos dos Sábios de Sião, mas a versão que perdura até hoje e que foi traduzida para dezenas de idiomas foi publicada pela primeira vez em 1905, como um apêndice ao texto do escritor e místico russo Sergei Nilus entitulado Os Grandes e os Pequenos: A Vinda do Anticristo e o Domínio de Satã na Terra.
Mesmo que não se conheça a origem exata dos Protocolos, o que importa é sua intenção de falsamente retratar os judeus como conspiradores contra o Estado. O texto contém 24 capítulos, ou “protocolos”, que são apresentados como se fossem atas de encontros entre líderes judeus, os "sábios de Sião"e "descreve os "planos secretos" judaicos para controlar o mundo através da manipulção da economia, contrôle dos meios de comunicação, e estímulo a conflitos religiosos.
Após a Revolução Russa de 1917, os bolsheviques, cujo partido foi criado por Vladimir Lenin, e que tinha entre suas fileiras membros judeus, conseguiu o controle da processo revolucionário. Os inimigos do bolshevismo fugiram daquele país como refugiados políticos, levando consigo cópias dos Protocolos para países do Ocidente. Logo após, passaram a circular traduções do mesmo pela Europa, Estados Unidos, América do Sul e Japão. A primeira tradução para o idioma árabe apareceu na década de 1920.
O jornal The Dearborn Independent, de propriedade do magnata dos automóveis, Henry Ford, a partir de 1920 iniciou a publicação de uma série de artigos baseados em trechos dos Protocolos. Posteriormente, Ford os publicou em um livro entitulado O Judeu Internacional, o qual foi traduzido para, pelo menos, 16 idiomas. Tanto Adolf Hitler quanto Joseph Goebbels, que mais tarde se tornou Ministro da Propaganda Nazista, elogiavam Ford por seu trabalho O Judeu Internacional.
Fraude Exposta
Em 1921, o jornal londrino Times desmascarou Os Protocolos, apresentando provas conclusivas de que ele não passava de um "plágio grosseiro", copiado em grande parte de uma sátira política contra Napoleão III, escrita pelo francês Maurice Joly em 1864, e entitulada O Diálogo no Inferno entre Maquiavel e Montesquieu, e esta obra sequer mencionava os judeus. Outras investigações revelaram que um capítulo do romance Biarritz, escrito pelo prussiano Hermann Goedsche em 1868, também "inspirou" a invenção dos Protocolos.
A Era Nazista
Alfred Rosenberg , ideólogo do Partido Nazista, apresentou uma cópia dos Protocolos a Hitler no início da década de 1920, período em que o futuro líder nazista desenvolvia sua visão do mundo. Em alguns de seus primeiros discursos políticos, e ao longo de sua vida, Hitler fez referência aos Protocolos, explorando o mito de que os "judeus bolcheviques" conspiravam para dominar o mundo.
Durante as décadas de 1920 e 1930, o texto Os Protocolos dos Sábios de Sião teve papel de destaque no arsenal de propaganda nazista, e o Partido Nazista publicou pelo menos 23 edições dos Protocolos entre 1919 e 1939. Após os nazistas alcançarem o poder na Alemanha, em 1933, algumas escolas passaram a usar Os Protocolos para doutrinar seus estudantes.
Fraude Exposta
Em 1935, uma corte judicial suíça multou dois líderes nazistas por distribuírem uma edição em alemão dos Protocolos em Berna. O juiz que presidia o tribunal declarou que o conteúdo daquele livro era "difamatório", "falsificação óbvia" e com "absurdos sem sentido".
Em 1964, o Senado dos Estados Unidos, após cuidadoso estudo, divulgou um relatório declarando que Os Protocolos haviam sido "inventados" e que seu conteúdo era formado por "um palavrório incoerente", criticando aqueles que o "vendiam de porta em porta", usando a mesma técnica propagandista de Hitler.
Em 1993, uma corte judicial russa emitiu uma sentença contra aPamyat, organização nacionalista de extrema direita, por haver a mesma cometido ato anti-semita ao publicar a falsificação Os Protocolos.
No entanto, apesar das mais diversas e contundentes evidências de queOs Protocolos são uma fraude, o livro continua sendo o texto anti-semita mais influente dos últimos cem anos, e até hoje atrai diversos grupos e indivíduos que são anti-semitas ou que tal se tornam após o ler.
Os Protocolos Hoje
De acordo com o "Relatório sobre o Anti-Semitismo no Mundo", elaborado por especialistas do Departamento de Estado Norte-Americano em 2004, "o propósito óbvio dos [Protocolos é] incitar o ódio contra os judeus e o estado de Israel".
Tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, os grupos neonazistas, que são partidários da supremacia branca e negam a existência do Holocausto, apóiam e distribuem Os Protocolos. Muitos outros livros que se baseiam nos Protocolos encontram-se disponíveis em todo o mundo, até mesmo em países que não possuem população judaica, como é o caso do Japão.
Tantos nos países árabes quanto islâmicos, os livros escolares ensinamOs Protocolos como se ele fosse uma realidade histórica. Inúmeros discursos políticos, editoriais, e até mesmo desenhos infantis, têm sua origem em leituras dos Protocolos. O tema é tão divulgado que, por exemplo, em 2002 um canal patrocinado pelo governo egípcio exibiu uma minissérie baseada nos Protocolos, mostrando , com cenas grotescas e violentas, fato que foi condenado pelo Departamento de Estado Norte-Americano. A organização palestina Hamas apóia-se parcialmente nos Protocolos para justificar seu terrorismo contra civis israelenses.
A Internet facilitou o acesso ao texto dos Protocolos, e isto fez aumentar dramáticamente o número de pessoas a ele têm acesso. Muito embora existam vários sites que mostram que Os Protocolos são uma fraude, cresce a quantidade de outros que divulgam aquele texto, gerando mais ódio em relação aos judeus. Hoje, uma simples busca na Internet fornece centenas de milhares de endereços de páginas eletrônicas que os disseminam online, vendem, e debatem pró ou contra eles.
 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015





             

A Controvérsia sobre a Circuncisão

(Atos 15:1-35)

Paulo e Barnabé Enfrentam a Doutrina da Circuncisão em Antioquia (15:1-2)
- Alguns cristãos da Judéia foram para Antioquia da Síria, ensinando que a circuncisão era necessária para ser salvo (15:1)
- Paulo e Barnabé discutiram com estes irmãos da Judéia, e eles decidiram ir para Jerusalém para falar do problema com os apóstolos e presbíteros lá (15:2)
- Notas suplementares sobre o problema da circuncisão na igreja primitiva:
- A controvérsia sobre a circuncisão foi um problema que continuou por algum tempo nas igrejas do primeiro século
- Devemos lembrar que esta disputa surgiu dentro das igrejas; não foi um conflito com os judeus não convertidos
- Por que a preocupação com a lei da circuncisão?
- Deus tinha exigido a circuncisão desde Abraão, e tinha feito uma ligação entre a circuncisão e a aliança com Abraão (Gênesis 17:9-11)
- Alguns cristãos judeus pensaram que a circuncisão ainda era necessária para receber as bênçãos da aliança (Atos 15:1)
- É interessante observar que, em Gênesis 17, Deus repetiu duas das três partes da sua aliança com Abraão: as partes que foram cumpridas no Velho Testamento
• A promessa de uma grande nação (17:2-7)
• A promessa da terra de Canaã (17:8)
- Mas a terceira parte da promessa, que foi cumprida em Cristo, não está repetida aqui. A promessa de que todas as famílias da terra seriam abençoadas não foi ligada com a circuncisão. Essa promessa se encontra em Gênesis 12:3 e 22:18
Perguntas: 
1. Qual foi a controvérsia que surgiu na igreja de Antioquia? De onde vieram as pessoas que ensinaram a doutrina errada?
2. Quem discutiu com os irmãos que exigiram a circuncisão?
3. Quando o debate continuou, o que eles resolveram fazer?
4. Desafio adicional: Por que eles foram para Jerusalém? A igreja em Jerusalém tinha alguma autoridade sobre as outras, ou houve outro motivo? Leia cuidadosamente os primeiros versículos do capítulo 15 para achar a explicação.

Os Irmãos Vão para Jerusalém (15:3-5)
- Paulo, Barnabé e alguns outros discípulos foram para Jerusalém, contando aos irmãos no caminho as boas notícias da salvação dos gentios (15:3)
- Quando chegaram em Jerusalém, relataram aos cristãos de lá o que Deus tinha feito na sua viagem missionária (15:4)
- A questão da circuncisão surgiu de novo em Jerusalém (15:5)
Perguntas: 
1. Como reagiram os cristãos judeus à notícia da salvação dos gentios?
2. Quem levantou a questão sobre circuncisão em Jerusalém?

Os Discípulos Discutem o Assunto da Circuncisão (15:6-21)
- Os apóstolos e presbíteros se reuniram para examinar a questão da circuncisão (15:6). Evidentemente a igreja toda estava presente para ouvir o debate (15:12,22)
- Pedro relembrou os irmãos do seu trabalho entre os gentios, enfatizando o fato de que Deus tinha concedido o Espírito Santo a eles para confirmar que foram salvos (15:7-11)
- Paulo e Barnabé contaram os milagres realizados por Deus entre os gentios, mostrando que seu trabalho foi abençoado por ele (15:12)
- Tiago citou as palavras de Amós 9:11-12, que tinham profetizado a salvação dos gentios (15:13-18)
- Tiago sugeriu que os gentios fossem obrigados a guardar somente os seguintes mandamentos (15:19-21):
- Abster-se de idolatria
- Abster-se das relações sexuais ilícitas
- Não comer sangue (ou animais sufocados)
- Observe que as coisas proibidas aqui, e no versículo 29, foram proibidas antes, durante e depois da lei de Moisés:
- Idolatria é uma rejeição da posição fundamental de Deus (Romanos 1:20-23)
- Fornicação é uma rejeição da vontade de Deus sobre o casamento desde a criação do primeiro casal (Gênesis 2:24; 39:9; Romanos 1:24; Hebreus 13:4)
- Foi proibido comer sangue na época dos patriarcas porque a vida está no sangue (Gênesis 9:4). Deus repetiu este princípio na lei de Moisés (Levítico 17:10-16) e, aqui, no ensinamento do Novo Testamento
Perguntas: 
1. Todas as pessoas que falaram sobre a questão da circuncisão neste relato concordaram que ela não era necessária para a salvação. Dê um resumo dos argumentos feitos por cada pessoa:
a. Pedro
b. Paulo e Barnabé
c. Tiago
2. Quais coisas ainda eram proibidas aos gentios, de acordo com Tiago? Estas proibições são baseadas na lei de Moisés, ou tem raízes mais antigas?

A Igreja em Jerusalém Envia uma Carta a Antioquia, Síria e Cilícia para Corrigir o Falso Ensinamento (15:22-35)
- A igreja resolveu enviar uma carta pelas mãos de Paulo, Barnabé, Silas e Judas Barsabás para corrigir o falso ensinamento que começou com alguns irmãos de Jerusalém (15:22-29). Observe que a igreja em Jerusalém não estava fazendo leis ou regras, mas procurou resolver um problema que começou lá
- Eles levaram a carta a Antioquia (15:30-35)
- Os cristãos de Antioquia se alegraram por causa da carta
- Depois de algum tempo, Judas voltou a Jerusalém
- Silas, Paulo e Barnabé ficaram em Antioquia
Perguntas: 1. O que foi feito pela igreja em Jerusalém para resolver o problema da circuncisão?
2. Quem levou a carta da igreja para Antioquia?
3. Quais dos mensageiros ficaram em Antioquia?
4. Desafio adicional: A igreja em Jerusalém tinha o direito de fazer decisões e leis para governar outras congregações? Justifique sua resposta.

 
O Que Esta Escrito?
  
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 Redator: Dennis Allan, C.P. 60804, São Paulo, SP, 05786-970.
Andando na Verdade©1999, ©2000, ©2001, ©2002, ©2003, ©2004, ©2005, ©2006, ©2007, ©2008
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Estudos Bíblicos
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Os judeus acreditam que chegamos ao mundo com pureza original, e não com pecado original. Os judeus não acreditam no pecado original.

Judaísmo Messiânico Não Existe
ENFIM… Os judeus não acreditam na existência do pecado original. O conceito do pecado original indica simplesmente pelo fato de que Adão e Eva trouxeram morte ao mundo por terem pecado no Jardim do Éden. Segundo este conceito, cada ser humano morre porque Adão e Eva cometeram um pecado, e pelo pecado deles castigam todos os seres humanos com a morte. Contudo, a Bíblia descreve algo inteiramente diferente. Adão e Eva foram retirados do jardim do Éden porque se permanecessem ali, poderiam comer o fruto da Árvore da Vida, que os faria imortais (quando desde o princípio Deus os fez mortais). A crença de que eles trouxeram morte ao mundo e que morremos porque eles pecaram é incorreta. Como questão de fato bíblico, a resposta à pergunta demonstra que uma pessoa não pode morrer como castigo pelos pecados cometidos por outra. Morremos porque a morte é uma parte natural da existência e este é o nosso destino desde a criação dos primeiros seres humanos. Portanto, Adão e Eva comeram da fruta da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal conscientemente, mas Deus não os tirou do jardim por esta razão. Deus os tirou dali para evitar que eles comessem do fruto da Árvore da Vida e se tornassem imortais.
UMA EXPLICAÇÃO COMPLETA… O conceito cristão do pecado original é o do pecado cometido por Adão e Eva no jardim do Éden. Dali em diante, todos os seres humanos nascem não apenas com uma tendência ao pecado, mas também com a culpa de Adão e Eva, e por esta culpa todos os seres humanos morrem (ver Coríntios 15:21-22). Em outras palavras, Adão e Eva trouxeram morte ao mundo como resultado de seu pecado, e devido a este pecado, todos os seres humanos são pecadores.
Isto é simplesmente não é bíblico. O texto bíblico nos diz que Adão e Eva não foram tirados do jardim do Éden porque pecaram (observe, por favor, que na primeira vez em que a Bíblia utiliza o termo “pecado”, não o faz em referência a Adão e Eva. Esta se refere à inveja de Caim contra Abel em Gênesis 4:7). O que despojou Adão e Eva do jardim do Éden foi a Árvore da qual Deus não queria que eles comessem. Esta era a Árvore da Vida.
Mas pensem racionalmente! Como Adão e Eva teriam que comer o fruto da Árvore da Vida para serem imortais, se Deus os fez mortais desde o início! Ele os criou de uma maneira tal que a morte fosse uma parte natural de sua existência, a partir do momento de sua criação!
O texto bíblico de Gênesis 3:22-24 nos diz que Adão e Eva foram quase como Deus e os anjos, porque sabiam a diferença entre o Bem e o Mal. Deus e os anjos sabem a diferença entre o Bem e o Mal, mas Deus e os anjos também são imortais. Por Adão e Eva terem comido o fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e o Mal, eles sabiam a diferença entre o Bem e o Mal como Deus e os anjos. Contudo, Adão e Eva ainda não eram imortais porque ainda não haviam comido o fruto da Árvore da Vida. Por isso Deus os afastou da Árvore da Vida retirando-os do Jardim. Isto significa que Adão e Eva não trouxeram morte ao mundo! Em outras palavras, os seres humanos não morrem devido ao pecado deles. Nós morremos pois Deus fez a morte como parte da vida a partir do momento da Criação. Não existe o pecado original!
“E o Eterno Deus disse: ‘Eis que o homem é como um de Nós, conhecedor do Bem e do Mal: agora, pois, talvez estenda sua mão e tome também da Árvore da Vida, e coma e viva para sempre.’ E o Eterno Deus o enviou do Jardim do Éden – de onde havia sido tomado - para cultivar a terra. Colocou, pois, o homem para fora, e o pôs ao oriente do Jardim do Éden – os querubins com uma espada flamejante que se revolvia para todos os lados, a fim de guardar o caminho da Árvore da Vida.” (Gênesis 3:22-24)
Lembre-se também que ninguém pode morrer pelos seus pecados. Isto significa que ainda que se acredite que Adão e Eva pecaram no Jardim do Éden (o que não fizeram), seus descendentes não podem morrer, e não morreram, pelo pecado de Adão e Eva.
* Autor - Rabino Stuart Federow, reproduzido aqui com autorização.
       

terça-feira, 9 de dezembro de 2014


Qualquer pessoa que acredite que a Globo tem uma linha jornalística voltada para a defesa dos mercados, da livre iniciativa, em suma, da liberdade, deveria ao menos passar a duvidar um pouco dessa crença depois da "reportagem" exibida ontem no Globo Repórter.

O paraíso social-democrata foi descrito como um lugar em que tudo é de graça, pais podem se ausentar do trabalho durante meses para cuidarem dos seus filhos, e toda essa sociedade maravilhosa funciona de forma harmônica graças ao estado gigante que cuida de tudo em troca de altos impostos (com direito a Gloria Maria repetindo diversas vezes com uma entrevistada que: "aqui os impostos são bem aplicados").

Apesar da Suécia ter uma renda média menor que trinta-e-nove dos 50 estados americanos (http://goo.gl/TyqAjR), não há dúvidas que é um ótimo lugar para se viver. O erro da Globo é esquecer o essencial - como os suecos chegaram até lá - e glorificar o atual estado das coisas como maior responsável pela boa vida daquela população. Seria como se Gloria Maria fosse escalada para fazer uma reportagem sobre a Microsoft e atribuísse todo o sucesso da companhia ao Windows 8.

Em 1870, os suecos eram mais pobres, viviam menos e em piores condições de que os seus semelhantes no Congo. Era uma época em que qualquer problema na colheita era garantia de mortes em série por inanição. O que mudou? Três anos antes, pela primeira vez na história após um século inteiro de debate, os liberais tinham se tornado hegemônicos na população e no governo, e desta forma puderam enfim fazer e/ou aprofundar suas reformas. Regulamentações foram derrubadas, direitos de propriedade foram protegidos, tarifas foram abolidas, guildas encontraram o seu fim, a liberdade de imprensa e discussão se tornou algo sagrado, entre outras coisas.

Em 1950, quando o país já era famoso por seu padrão de vida, os gastos públicos e os impostos ainda eram menores que os do resto da Europa e dos Estados Unidos.

Isso tudo mudou quando por volta de 1970, com os cofres cheios graças a um período de 100 anos liberalismo, partidos com ideais sociais-democratas e intervencionistas (tanto à esquerda, quanto à direita) passaram a expandir os gastos e o escopo da ação estatal. Em menos de vinte anos os gastos públicos quase dobraram, e com isso os impostos e a estagnação econômica.

Na década de 90, com uma crise batendo em sua porta, a sociedade sueca voltou seus olhos de novo para a liberdade e desde então vem realizado reformas pró-mercado, e este não é apenas um fenômeno exclusivo da Suécia, é algo que vem sendo realizado por todos os países nórdicos.

Mais do que ver como a Suécia e outras joias do estado de bem-estar social são hoje, a imprensa, a classe política, o cidadão comum, todos deveriam se perguntar como ela chegou lá.

#estagiário

Para saber mais sobre o país:

Como o laissez-faire enriqueceu a Suécia -http://goo.gl/hmP0hY
Os mitos do Estado de bem-estar social da Suécia -http://goo.gl/mZv2uH
A marcha da Suécia para o capitalismo -http://goo.gl/ykN7Qj
A aurora nórdica para o capitalismo -http://goo.gl/9VEzge

domingo, 17 de agosto de 2014


Muitos casais querem ter tudo antes de casar: casa, móveis, emprego…. Até que ponto isso é válido, visto que não é uma tarefa nada fácil hoje em dia?

: Não é mesmo. Quando você se casa, existe a necessidade de ter o seu "cantinho", porque se você vai morar com a sua mãe ou com a sua sogra, vai haver conflitos, pois sua mãe tem um modo de ver o relacionamento; já teve uma experiência; o mesmo vale para a sogra. Isso impede que você tenha a sua experiência. Você precisa ter a sua casa para poder conhece o outro e o outro conhecer você; e uma terceira pessoa vai ser um empecilho.

A pessoa também não deve fazer loucuras, não deve entrar num relacionamento com a cara e a coragem para ver o que é que vai dar. Se você não criou um ambiente necessário para o desenvolvimento familiar, como ter uma família que lhe dê um resultado de felicidade? A família conta com a sua colaboração para a construção dela. Então, nem a loucura de querer construir um universo antes de casar é recomendável (só para gozar daquilo que você já construiu), nem entrar no matrimônio com a cara e a coragem para ver no que é que vai dar. Isso é o supra-sumo da irresponsabilidade. Se o objetivo é a construção de uma vida conjunta, o esforço do marido, junto com o esforço da esposa, vai lhes facilitar essa construção. Não precisa ter aquele desespero da casa quitada, do carro pago, mais de uma fonte de renda. Temos de acreditar na generosidade de Deus, no compromisso que estamos assumindo junto com o outro.

cancaonova.com