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terça-feira, 7 de janeiro de 2014



MOISÉS, SEU NASCIMENTO VIDA E MORTE..


Moisés (em Hebraico: מֹשֶׁהmoderno: Moshe tiberiano: Mōšé; em gregoMωϋσῆς, Mōüsēs; em árabeموسىٰMūsa1592a.C. - 1472 a.C.) foi um profeta israelita da Bíblia hebraica (Tanakh, conhecida entre profetas cristãos como Antigo Testamento), da Tribo de Levi.De acordo com a tradição judaico-cristã, Moisés foi o autor dos 5 primeiros livros do Antigo Testamento (veja também Pentateuco). É encarado pelos judeus como o principal legislador e um dos principais líderes religiosos. Para os muçulmanos, Moisés (em árabe موسى, Musa) foi um grande profeta.
Segundo o Livro do Êxodo, Moisés foi adotado pela filha do faraó, que o encontrou enquanto se banhava no rio Nilo e o educou na corte como o príncipe do Egito. Aos 40 anos (1552 a.C.), após ter matado um feitor egípcio levado pela "justa" cólera, é obrigado a partir para exílio, a fim de escapar à pena de morte. Fixa-se na região montanhosa de Midiã, situada a leste do Golfo de Acaba. Por lá acabou casando-se com Séfora e com ela teve dois filhos, Gérson Eliézer. Quarenta anos depois (1512 a.C.), no Monte de Horebe, ele depara-se com uma sarça ardente que queimava mas não se consumia e assim é finalmente "comissionado pelo Deus de Abraão" como o "Libertador de Israel".
Ele conduziu o povo de Israel até ao limiar de Canaã, a Terra Prometida a Abraão. No início da jornada, encurralados pelo Faraó, que se arrependera de te-los deixado partir, ocorre um dos fatos mais conhecidos da Bíblia: A divisão das águas do MarVermelho, para que o povo, por terra seca, fugisse dos egípcios, que tentando o mesmo, se afogaram. Logo no início da jornada, no Monte de Horebe, na Península do Sinai, Moisés recebeu as Tábuas dos Dez Mandamentos do Deus de Abraão, escritos "pelo dedo de Deus". As tábuas eram guardadas na Arca do Concerto. Depois, o código de leis é ampliado para cerca de 600 leis. É comumente chamado de Lei Mosaica. Os judeus, porém, a consideram como a Lei (em hebr. Toráh) de Deus dada a Israel por intermédio de Moisés. Em seguida, os israelitas vaguearam pelo deserto durante 40 anos até chegarem a Canaã.


Durante 40 anos (segundo a maioria dos historiadores, no período entre 1250 a.C. e 1210 a.C.), conduz o povo de Israel na peregrinação pelo deserto. Moisés morre aos 120 anos, após contemplar a terra de Canaã no alto do Monte Nebo, na Planície de MoabeJosué, o ajudante, sucede-lhe como líder, chefiando a conquista de territórios na Transjordânia e de Canaã.

No Cristianismo, Moisés prefigura o "Moisés Maior", o prometido Messias (em grego, o Cristo). O relato do Êxodo de Israel, sob a liderança por Moisés, prefigura a libertação da escravidão do pecado, passando os cristãos a usufruir a liberdade gloriosa pertencente aos filhos de Deus.

A origem do nome Moisés é controversa. As evidências apontam para a origem egípcia do nome sem o elemento teofórico. Més (ou na forma grega, mais divulgada, Mósis), deriva da raiz substantiva ms (criança ou filho), correlata da forma verbal msy, que significa "gerar" (note-se que na língua egípcia, à semelhança de outras do Próximo Oriente, a escrita renunciava ao uso das vogais). Més significa assim "gerado", "nascido" ou "filho". Tome-se como exemplo os nomes dos faraós Ahmés (Amósis), que significa "filho de [deus] Amon-", Tutmés (Tutmósis), significando ("filho de [deus] Tut), ou ainda Ramsés, com o significado de "filho de [deus] ".


De acordo com Êxodo 2:10 (ALA), é explicado que "quando o menino era já grande, ela [a mãe natural] o trouxe à filha de Faraó, a qual o adoptou; e lhe chamou Moisés, dizendo: Porque das águas o tirei." Para os judeus, o nome Moisés, em hebr. Móshe (מֹשֶׁה), é associado homofonicamente ao verbo hebr. mashah, que têm o significado de "tirar". Na etimologia judaica popular, têm o significado de "retirado [isto é, salvo]" da água. Veja também Antiguidades JudaicasFlávio Josefo, Livro II, Cap. 9 § 6.
Estudiosos da História acreditam que o período que Moisés passou entre os egípcios serviu para que ele aprendesse o conceito do "Monoteísmo", criado pelo faraó Akhenaton, o faraó revolucionário, levando tal conceito ao povo judeu.

VISÃO DE MOISÉS PELAS RELIGIÕES

Judaísmo

Há uma riqueza de histórias e informações adicionais sobre Moisés nos livros apócrifos judaicos e no gênero da exegese rabínica conhecida como Midrash,bem como nos trabalhos antigos da lei oral judaica, a Mishná e o Talmud.]
Historiadores judeus que viviam em Alexandria, como Eupolemus, atribuíram a Moisés a proeza de ter ensinado aos fenícios o seu alfabeto, semelhante a lendas de TothArtapanus de Alexandria explicitamente identificou Moisés não só com Toth / Hermes, mas também com a figura grega Musaeus (a quem ele chama de "o professor de Orfeu"), e atribuiu a ele a divisão do Egito em 36 distritos, cada um com sua própria liturgia. Ele nomeia a princesa que adotou Moisés como Merris, esposa do faraó Chenefres.
As fontes antigas mencionam uma Assunção de Moisés e um Testemunho de Moisés. Um texto em latim foi encontrado em Milão no século XIX por Antonio Ceriani, que o chamou de Assunção de Moisés, embora não se refira a uma assunção de Moisés ou contenha partes da assunção que são citadas por autores antigos, e parece que é realmente o testemunho. O incidente que os autores antigos citam também é mencionado na Epístola de Judas.
Para os judeus ortodoxos, Moisés é realmente Moshe Rabbenu, `Eved HaShem, Avi haNeviim zya"a. É chamado de "Nosso Líder Moshe", "Servo de Deus", e "Pai de todos os Profetas". Na sua opinião, Moisés não só recebeu a Torá, mas também o revelado (de forma escrita e oral) e o oculto (os ensinamentos `hokhmat nistar, que deram ao judaísmo o Zohar de Rashbi, a Torá de Ari haQadosh e tudo o que é discutido na Yeshivá Celestial entre Ramhal e seus mestres).] Ele também é considerado o maior profeta.
Decorrente em parte da sua idade, mas também porque 120 está em outro lugar indicado como a idade máxima para os descendentes de Noé (uma interpretação de Gênesis 6:3), "que você viva até os 120" tornou-se uma benção comum entre os judeus.

Cristianismo

Para os cristãosMoisés - mencionado mais vezes no Novo Testamento do que qualquer outro personagem do Antigo Testamento - muitas vezes é um símbolo da lei de Deus, como reforçado e exposto nos ensinamentos de Jesus. Escritores do Novo Testamento muitas vezes compararam as palavras e feitos de Jesus com os de Moisés para explicar a missão de Jesus. Em At 7:39-43, 51-53, por exemplo, a rejeição de Moisés pelos judeus que adoravam o bezerro de ouro é comparada à rejeição de Jesus pelos judeus que continuavam no judaísmo tradicional.
Nome: Moisés~
SignificadoMósis, em egípcio, significa "filho".
Para os judeus, significa "retirado" das àguas.
Avô: Coate, 2.º filho de Levi
Mãe: Joquebede, segundo livros apócrifos, tia de Anrão
PaiAnrãofilho de Coate
Esposa: Ziporá,ou Seforá(em hebraico tzipora)
Sogro: Jetro
Irmãos: Miriã / Aarão
Filhos: Gersom / Eliezer / Moisés (em hebraico, Moshe, משה), profeta israelita da Bíblia Hebraica (conhecida entre os cristãos como Antigo Testamento), da Tribo de Levi.
Sobrinhos: Nadabe / Abíu / Eleazar / Itamar
Local de Nascimento: Egito
Localização Temporal: 1250 a.C.
Tempo de Vida: 120 anos
Motivo de Morte: Não há relatos específicos da morte
Local de Morte: Monte Nebo, Planíce de Moabe







16 provas de que Moisés escreveu o Pentateuco


Por Leandro Duarte

Muitos teólogos (e não teólogos também) discordam de que Moisés tenha escrito o Pentateuco. Finis Jennings Dake, em sua edição comentada da Bíblia (comercializada pela Editora Atos), introduz o livro de Gênesis expondo 16 provas de que Moisés realmente escreveu os cinco primeiros livros da Bíblia, livros que compõe também a Torah judaica. Eis abaixo os 16 argumentos:
  1. Deus ordenou que Moisés escrevesse um livro (Êx 17:14; 34:27).
  2. Moisés escreveu um livro (Êx 24:5-7; Nm 33:2; Dt 31:9).
  3. Ele chamou seu livro de o livro da aliança (Êx 24:7), o livro desta lei (Dt 28:58,61); e este livro da lei (Dt 29:20-27; 30:10; 31:24-26). Isso inclui todo o Pentateuco, que foi considerado pelos judeus um livro, com cinco partes.
  4. Cópias do livro de Moisés eram feitas para os reis (Dt:18-20).
  5. Deus reconhece o livro da lei como escrito por Moisés e ordenou que ele fosse a regra de conduta para Josué (Js 1:8; 8:30-35).
  6. Josué aceitou o livro da lei como sendo escrito por Moisés e copiou-o em dois montes (Dt 11:26-32; Js 8:30-35). Ele contribuiu com o livro, escrevendo, talvez, o último capítulo (Dt 34) sobre a morte de Moisés (Js 24:26).
  7. Josué ordenou a todo Israel que obedecesse ao livro da lei de Moisés (Js 23:6).
  8. Durante o período dos reis esse livro era a lei:
    - Davi o reconheceu (I Cr 16:40)
    - Salomão foi encarregado por Davi de mantê-lo (I Rs 2:3)
    - Ele foi achado e obedecido por Josias e Israel (II Rs 22:8-23:25; II Cr 34:14-35:18)
    - Josafá o ensinou a todo o Israel (II Cr 17:1-9)
    - Joiada, Amazias e Ezequias obedeceram a ele (II Rs 12.2; II Cr 23:11,18; II Rs 14:3-6; II Cr 25:4; II Cr 30:1-18).
  9. Os profetas se referem a ele como a lei de Deus escrita por Moisés (Dn 9:11; Ml 4:4).
  10. Tanto Esdras como Neemias atribuem o livro da lei a Moisés (Ed 3:2; 6:18; 7:6; Ne 1:7-9; 8:1,14,18).
  11. Cristo atribuiu toda a lei - todos os cinco livros do Pentateuco - a Moisés (Lc 24:27,44 com Gn 3:15; 12:1-3: Mc 12:26 com Êx 3; e Mc 7:10 com Êx 20:12; 21:17).
  12. Os apóstolos atribuiram a lei a Moisés (At 13:39; 15:1,5,21; 28:23).
  13. Por mais de 3500 anos, era consenso entre os estudiosos judeus e o povo comum que Moisés é o autor do Pentateuco. Os judeus de todos os tempos da história nunca questionaram isso.
  14. Escritores pagãos - Ticitus, Juvenal, Strabo, Longinus, Prophyry, Juliano e outros - concordam sem questionamento que Moisés escreveu o Pentateuco.
  15. Lideres religiosos entre os pagãos - Maomé e outros - o atribuem a Moisés.
  16. Evidências no próprio livro provam um autor:
    - O Pentateuco foi escrito por um hebreu que falava a língua hebraica e apreciava os sentimentos dessa nação. Moisés cumpria esse requerimento.
    - Foi escrito por um hebreu familiarizado com o Egito e a Arábia, seus costumes e cultura. Desde que os ensinos egípcios foram cuidadosamente ocultados para os estrangeiros, e eram somente para os sacerdotes e a família real, Moisés era o único hebreu conhecido que poderia cumprir esse requisito (At 7:22; Hb 11:23-29).
    - Há uma exata correspondência entre as narrativas e as instituições, mostrando que ambos são do mesmo autor.
    - A concordância no estilo dos cinco livros prova um único autor.
    - O próprio Moisés declarou claramente ser ele o escritor desta lei. Veja Êx 24:4; Nm 33:2; Dt 31:9,22.


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

SLIDES: LIÇÃO 01 - O LIVRO DE ÊXODO E O CATIVEIRO DE ISRAEL NO EGITO

TEXTO ÁUREO
"E José fez jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente, vos visitará Deus, e fareis transportar os meus ossos daqui" (Gn 50.25).
VERDADE PRÁTICA
Os propósitos de Deus são imutáveis e se cumprirão no tempo determinado por Ele.

INTRODUÇÃO
Neste trimestre estudaremos o segundo livro das Escrituras Sagradas, Êxodo. Nesta primeira lição, destacamos a aflição pela qual o povo hebreu passou no Egito por 430 anos. O povo escolhido do Senhor foi cruelmente oprimido por Faraó. Porém, Deus jamais se esquece das suas promessas. Ele vela por sua Palavra. Diante das atrocidades cometidas por Faraó, os israelitas clamaram a Deus. O Senhor ouviu a aflição do seu povo e enviou um libertador para redimi-los. Veremos ao longo das lições que o livro de Êxodo é o livro da redenção efetuada pelo Senhor.
I - O LIVRO DE ÊXODO
1. Seu propósito. O vocábulo êxodo significa saída. O livro de Êxodo foi escrito por Moisés e, segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, foi "escrito para que tivéssemos um registro permanente dos atos históricos e redentores de Deus, pelos quais Israel foi liberto do Egito". Este livro figura a redenção. Segundo o Dicionário Wycliffe, "o conceito de libertação da morte, da escravidão e da idolatria é encontrado ao longo de todo o livro".
2. A escravidão. O livro de Êxodo foi escrito entre 1450 e 1410 a.C. Nesse livro vemos como os hebreus foram duramente afligidos por Faraó (Êx 1.14). Como escapar de tão grande opressão? Para os israelitas seria impossível. Somente Deus poderia resgatá-los e libertá-los do jugo do inimigo. Somente o Pai também poderia ter nos resgatado do pecado e do mundo. Cristo morreu na cruz para nos libertar do poder do pecado. Ele morreu em nosso lugar.
3. Clamor por libertação. O povo hebreu, ao ser cruelmente oprimido pelos egípcios, em grande angústia clamou ao Senhor, e a Palavra de Deus nos diz que ouviu o Senhor o gemido do seu povo (Êx 2.24). Não desanime! O Senhor ouve suas súplicas e está atento às suas dores. Deus já estava providenciando um libertador para o seu povo.  Como nos ensina a Verdade Prática desta lição: "Os propósitos de Deus são imutáveis e se cumprirão no tempo determinado por Ele".
II - O NASCIMENTO DE MOISÉS
1. Os israelitas no Egito. Eles "frutificaram, aumentaram muito, e multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente, e a terra se encheu deles." Estas mesmas bênçãos Deus têm hoje para a sua igreja. Observe com atenção as seguintes palavras do texto bíblico de Êxodo 1.7:
a) Frutificaram, aumentaram muito, multiplicaram-se (At 9.31; Lc 14.22,23). Este foi um crescimento vertiginoso. Que Deus nos faça crescer na igreja em quantidade e qualidade.
b) "Fortalecidos grandemente". Na esfera espiritual, uma igreja deve sempre fortalecer-se em Cristo (1 Pe 5.10; Fp 4.13). Lembremo-nos sempre de que a nossa fonte suprema e abundante de poder é o Espírito Santo (Ef 3.16; Zc 4.6). 
c) "A terra se encheu deles". A igreja precisa se encher não só em determinado distrito, município, estado, região, país e continente, mas em todo o mundo (Mc 16.15; At 1.8).
2. Um bebê é salvo da morte. Preocupado com o crescimento dos hebreus, Faraó deu uma ordem às parteira no Egito para que todos os meninos israelitas recém-nascidos fossem mortos. Porém, as parteiras eram tementes a Deus e não mataram as crianças (Êx 1.17,21).  Então, Faraó voltou à cena macabra, ordenando aos egípcios que todos os meninos dos hebreus fossem lançados no rio Nilo (a fim de que se afogassem ou que fossem devorados por crocodilos) (Êx 1.22). Isso mostra o quanto esse rei era cruel e maligno. Atualmente esta atrocidade está generalizada. Muitas crianças estão sendo mortas, vítimas do aborto. É o infanticídio generalizado e legalizado pelas autoridades. O bebê Moisés foi salvo da morte porque seus pais eram tementes a Deus. Precisamos de pais verdadeiramente cristãos para que possam zelar pela vida de seus filhos, como Moisés foi preservado da morte. Os pais de Moisés, pela fé em Deus, descumpriram as ordens do rei e esconderam o bebê em casa (Hb 11.23). Por mais um milagre de Deus, o nenê Moisés continuou sendo criado pela própria mãe (Êx 2.3-10).
3. A mãe de Moisés (Êx 6.20). Joquebede aproveitou cada minuto que passou ao lado do seu filho para ensiná-lo acerca de Deus, da sua Palavra, do seu povo, do pecado, das promessas divinas e da fé no Criador. Sem dúvida, é um exemplo a ser seguido.
4. A Filha de Faraó (Êx 2.5,6). A filha de Faraó desceu para se banhar no rio Nilo e teve uma grande surpresa - havia ali um cesto com um bebê. Não sabemos como, mas Deus tocou no coração da filha de Faraó para que adotasse o menino hebreu. Certamente a princesa sabia das ordens do seu pai contra os israelitas. Porém, operando o Senhor, quem impedirá? (Is 43.13).
Deus, em sua bondade, usou a filha de Faraó para que encontrasse alguém, a fim de criar o bebê Moisés. Tal pessoa foi justamente Joquebede, a mãe de Moisés (Êx 2.9). Há uma recompensa para os pais piedosos e obedientes. Você tem ensinado a Palavra de Deus aos seus filhos? Então, persevere em conduzi-los no caminho correto (Pv 22.6).
III - O ZELO PRECIPITADO DE MOISÉS E SUA FUGA (ÊX 2.11-22)
1. Moisés é levado ao palácio (Êx 2.10). Apesar de ter sido adotado pela filha de Faraó, Moisés foi criado por sua mãe. Não sabemos quanto tempo ele ficou na casa dos seus pais, porém, em determinado tempo o menino foi levado para o palácio. Deus cuidou de Moisés em cada etapa de sua vida. Ele também tem cuidado de você. Todos os acontecimentos em sua vida são parte do plano do Senhor. Não desanime! Deve ter sido difícil para Moisés deixar a casa dos seus pais. Entretanto, no tempo certo, ele o fez.
2. O preparo de Moisés (Êx 3.9,10). Moisés passou sua juventude no palácio real. Como filho de uma princesa egípcia, ele frequentou as mais renomadas universidades egípcias, inclusive a de Om (At 7.22; Gn 41.45). O Egito era então uma potência mundial. Na educação superior egípcia constavam, conforme a História e as descobertas arqueológicas, administração, arquitetura, matemática, astronomia, engenharia etc. Esse conhecimento adquirido por Moisés, e empregado com sabedoria, foi-lhe muito útil em sua missão posterior de libertador, condutor, escritor e legislador na longa jornada conduzindo Israel no deserto para a terra de Canaã. Deus pode utilizar nossas habilidades adquiridas em benefício de sua obra.
3. A fuga de Moisés (Êx 2.11-22). Moisés foi criado como egípcio, porém, ele sabia que era hebreu. Estava no Egito, mas não pertencia àquele lugar. Certo dia, ao ver um egípcio maltratando um israelita, Moisés tomou as dores do seu povo e resolveu defender um de seus irmãos. Moisés acabou matando um homem e enterrando o corpo na areia. Ele queria libertar seu povo pela força humana, mas a libertação viria pelo poder divino e sobrenatural, para que ninguém dissesse: "Nós fizemos, nós conseguimos." Moisés, assim como os demais hebreus, precisava ver e saber que fora o Senhor que os libertara. Quem nos libertou da escravidão do pecado? Deus. Somente Ele poderia quebrar o terrível jugo do pecado que estava sobre nós. Não demorou muito para Faraó descobrir que Moisés matara um egípcio. Ele deveria ser preso e morto. Então, com medo, fugiu para Midiã (Êx 2.15). Ali foi convidado para a casa de Jetro, um sacerdote. Moisés casou-se com uma das filhas de Jetro e constituiu uma família, longe da casa dos seus pais e do seu povo. Teve que ir para um lugar desconhecido e tornou-se um estrangeiro, mas tudo fazia parte do plano de Deus. Em Midiã, Moisés pôde comprovar o cuidado providente do Senhor por ele. Talvez você tenha que ir também para um lugar distante, todavia, não tenha medo. Deus está com você. Pode ser parte do treinamento do Senhor em sua vida.
CONCLUSÃO
Ao estudar os primeiros anos da vida de Moisés, vemos que o Senhor tem um plano definido para cada filho seu. É nosso dever obedecer a Deus, mesmo com nossas imperfeições, assim como fez Moisés; conseguimos fazer isso pela poderosa presença em nós, do Espírito Santo, que Deus dá àqueles que lhe obedecem (At 5.32).
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OBS: O tamanho original de cada slide é 28x19 cm, para manter as proporções e qualidades dos slides, sugerimos alterar o tamanho do seu slide no PowerPoint em “Design” e depois “Configurar página”.
Referências
Revista Lições Bíblicas. UMA JORNADA DE FÉA formação do povo de Israel e sua herança espiritual. Lição 1 – O livro de Êxodo e o cativeiro de Israel no Egito. I – O livro de Êxodo. 1. Seu propósito. 2. A escravidão. 3. Clamor por libertação. II – O nascimento de Moisés. 1. Os israelitas no Egito. 2. Um bebê é salvo da morte. 3. A mãe de Moisés (Êx 6.20). 4. A Filha de Faraó (Êx. 2.5,6). III – O zelo precipitado de Moisés e sua fuga (Êx 2.11-22). 1. Moisés é levado ao palácio (Êx 2.10). 2. O preparo de Moisés (Êx 3.9,10). 3. A fuga de Moisés (Êx 2.11-22). Conclusão. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 1° Trimestre de 2014.


domingo, 8 de setembro de 2013

A Escravidão no Egito, as 10 Pragas e o Êxodo

Um dos pontos largamente criticados quanto aos relatos do Antigo Testamento está na historicidade dos eventos ligados ao tempo que Israel passou no Egito, sua escravidão, as 10 Praga e o Êxodo para Canaã. Esses relatos, que ocupam grossa parte do Antigo Testamento, possuem alguma evidência? É o que veremos.

Fonte: Pessach – Parte I, 

- Evidências da escravidão dos hebreus no Egito: 
Do artigo "Espantosas Letras", nO Mirante:

1. Rabino Akiva Aaronson, the Foundation of Judaism, páginas 36-39 (adaptado) – Uma recapitulação histórica: a venda de Iossef, o início da escravidão do Egito, o assassinato de bebês judeus, a designação de Moshe para libertar os judeus, a recusa de faraó a resgatá-los e as dez Pragas consequentes da sua recusa, a saída dos judeus do Egito e o cruzamento do Mar vermelho após um período de 210 anos de escravidão.

Iaacov (Jacó) e os seus doze filhos estavam vivendo na Terra de Israel. O penúltimo irmão, Iossef (José), foi vendido pelos seus irmãos como um escravo egípcio. Após Iossef interpretar corretamente os sonhos de faraó e organizar reservas de comida para os sete anos de fome, ele foi nomeado vice-rei do Império Egípcio.
Uma vez que a fome afetou toda a área, Iaacov e a sua família foram forçados a viajar para o Egito para encontrar comida e se assentarem lá. Com isto, o período do exílio no Egito começou. Um novo faraó subiu ao poder e, vendo a família crescente de Iaacov como uma ameaça, ele os escravizou, submeteu-os a trabalhos forçados e ordenou o afogamento de todos os primogênitos judeus no rio Nilo.
Nesta época, Moshe (Moisés) nasceu. A sua mãe fez uma cesta de palha para ele e o colocou no rio Nilo. Ele foi resgatado pela filha de faraó e foi criado no palácio do faraó. Após ele ter sido forçado a escapar do Egito por ter defendido os seus irmãos escravizados, D’us apareceu para ele em uma profecia e o ordenou a voltar ao Egito para libertar o povo judeu da escravidão. Faraó recusou o pedido da libertação dos judeus e, no lugar disto, intensificou a escravidão dos judeus.
Através de Moshe, D’us executou as Dez Pragas no Egito, que revelaram a Sua existência e controle sobre toda a Criação. A última praga foi a morte dos primogênitos egípcios. Os judeus, que agora totalizavam 2,5 milhões de pessoas saíram para a liberdade na manhã do dia 15 de Nissan no ano 2.448 – a 3.300 anos atrás – após 210 anos de escravidão. D’us milagrosamente abriu o Mar Vermelho para os judeus, salvando-os da perseguição dos egípcios, que se afogaram. Seis semanas depois, os judeus chegaram no Monte Sinai, onde D’us deu os Dez Mandamentos, e Moshe recebeu a Torá Escrita e Oral.

Fontes seculares:
2. Rabino Lawrence Keleman, Permission to receive, páginas 98-100 – o próprio fato que o povo judeu tenha registrado a sua história desagradável de escravidão e opressão é uma outra evidência que estes fatos realmente aconteceram.

O historiador J. W. Jack expressa os sentimentos de muitos estudiosos na sua afirmação que “é muito improvável que qualquer povo coloque em primeiro plano nos seus registros históricos uma experiência de sofrimentos e escravidão em um país estrangeiro, a menos que esta tenha sido uma parte verdadeira e essencial da sua vida nacional.” Realmente, colocando de lado a questão do nascimento do povo judeu por um momento, é difícil citar qualquer povo que tenha estimado uma escravidão fictícia, considerando-a como parte da sua mitologia religiosa ou política. (Os faraós nem sequer registraram acontecimentos verdadeiros que refletiam mal na sua destreza militar ou na sua imagem internacional.)

3. Ib., páginas 101-105 – os historiadores e os arqueólogos seculares oferecem evidência arqueológica externa que confirma a escravidão egípcia e as Dez Pragas.

Dr. Kenneth Kitchen é o tradutor do Pergaminho do Louvre, um rolo egípcio que remonta o período da escravidão israelita… O Pergaminho de Louvre relata que “grupos de trabalhadores eram levados pelos capatazes nomeados pelo seu próprio povo,” assim como os escravos hebreus apresentavam-se diretamente diante dos supervisores hebreus que, por sua vez, tinham chefes egípcios (Shemot 5:14).
O Pergaminho indica que cada trabalhador tinha que produzir uma cota de tijolos por dia (2.000), uma ideia expressa em Shemot 5:6-19. Finalmente, o Pergaminho afirma que os escravos podiam solicitar uma folga para observar as festas religiosas, o que torna o pedido de Moshe em Shemot 5:3 plausível…
O historiador William Allbright apresenta o seguinte resumo da evidência da escravidão: “Nós devemos nos conformar com a convicção que não há mais lugar para a postura ainda dominante de crítica excessiva em relação as tradições históricas antigas de Israel.” Jonh Bright concorda: “A tradição da escravidão israelita no Egito é incontestável…”
Dr. Ronald Redford, professor de estudos do Oriente Médio da Universidade de Toronto, nos conta sobre um “fragmento de um diário preservado … [que] registra os eventos que levaram a queda do Aváris,” a capital do Egito próxima a bíblica Goshen [veja Shemot 8:18]. O autor do diário reclamou Calendário Judaico 4 que “a escuridão cobriu os céus do oeste… e durante vários dias, nenhuma luz brilhou.” Redford confessa que “a semelhança impressionante entre esta tormenta catastrófica e algumas das pragas tradicionais [ou seja, a praga da escuridão] parece ser mais do que uma simples casualidade.”

- Evidências para as 10 Pragas do Egito:
No acervo egípcio do Museu de Leiden, Holanda, há um antigo papiro egípcio que foi traduzido para o Inglês pelo egiptólogo Alan Gardiner e recebeu o título de Admonitions of an Egyptian Sage (Repreensões a Um Sábio Egípcio). O papiro descreve um estado de desolação e destruição e, na opinião de Gardiner, isto é um relato da destruição que ocorreu no Império Egípcio Antigo. Seguem abaixo resumos de alguns exemplos:

4. Ioshua Etzion, the Lost tanach – descobrimentos arqueológicos apresentam uma confirmação externa das Dez Pragas.

Admonitions of an Egyptian Sage (Repreensões a Um Sábio Egípcio), aproximadamente 1.300 antes da Era Comum, Museu de Leiden, Holanda.

Papiro: Pragas por toda a terra, sangue em todo o lugar… (p. 2, linhas 5-6).
Torá: Moshe levantou o bastão… e toda a água que estava no rio se transformou em sangue (Shemot 7:20).
Papiro: O rio é sangue, os homens estão sedentos de água… (p. 2, linha 10).
Torá: E o Egito não podia beber a água do rio (ib.7:21).
Papiro: Todos os animais choram nos seus corações, o gado muge (p. 5, linha 5).
Torá: A mão de Deus está no teu gado que está no campo… uma epidemia severa (ib. 9:3).
Papiro: Realmente, tudo o que se via ontem está em ruínas; a terra ficou como após a colheita de linho (p. 5, linha 12).
Torá: Estenda a tua mão sobre a Terra do Egito para a multidão de gafanhotos… Não restou vegetação nas árvores ou na grama do campo em toda a terra do Egito (ib. 10:12-15).
Papiro: As prisões foram destruídas [e os escravos foram libertados]; havia um grande protesto no Egito… (p. 12, linha 12).
Torá: Foi à meia-noite que Deus golpeou todo primogênito… e havia um grande protesto no Egito… [Faraó] disse: “Levantem-se, saiam em meio do meu povo!” (ib. 12:29-31)."

Outra descoberta acerca da estadia de Israel no Egito está nos achados moedas egípcias com o símbolo e o nome de José, que é incomum a cultura egípcia. Essas moedas datam do período em que se concebe ter vivido o governante bíblico José. Além do retrato de José, há uma moeda que remete ao sonho do faraó, contendo 7 vacas magras e 7 vacas gordas. O interessante é que não é qualquer José do Egito que apareceria em uma moeda, apenas um José realmente importante - e não creio que tenham habitado muitos "josés" governantes na terra do Egito. Fonte: TB - Turma da Bléia, "Encontradas moedas egípcias com a efígie de José", MEMRI / A Supremacia das Escrituras / Genizah Virtual / Gospel Prime / overbo. Tradução: Pr. Wellington Mariano.

- Outras evidências (tempo no Egito, período do Êxodo e Faraó):
Fonte: Arqueologia Bíblica, As Pragas do Egito, 30/10/2006, Michelson Borges

Antecedentes:
- Os filhos de Abraão foram ao Egito para esperar Canaã depravar-se o suficiente para recair-lhe severo juízo.Gênesis 15:12-16.
- José, filho de Jacó, tornou-se governador e, nos tempos de fome, garantiu mantimentos e terras para a sua família na planície de Gósen.
- Por séculos Israel cresceu, porém uma nova dinastia, que desconhecia os hebreus, começou a reinar. Êxodo 1:6-8.

Sobre a nova dinastia e a escravidão: 
- Sugere-se que se deu com os hicsos, semitas vindos do mar, ou com o Novo Reino, depois dos hicsos (1546-1085 a.C.).
- Os hicsos, estrangeiros e semitas, teriam sido tolerantes com os hebreus e, nesse período, Israel cresceu no Egito, sendo rejeitado com o retorno dos faraós nativos, no início do Novo Reino.
- O faraó que expulsou os hicsos do Egito foi Amósis I (1570-1546 a.C.), sugere-se que ele foi o “novo faraó” –1:8. Há, ainda, quem sugira Amenotepe I (1546-1525) ou Tutmés I (1525-1512).
- A escravidão começou entre 1570 e 1512 a.C. e foi até por volta de 1445 a.C., com o faraó Tutmés III (1490-1445 a.C.). 

Sobre o Êxodo:
- O Êxodo se deu com o faraó Amenotep II (1445-1425 a.C.).
- Datações bíblicas (1 Reis 6:1) sugerem que o Êxodo se deu entre 1446 a.C. e 1290 a.C. 
- Era hora de voltar para Canaã - Êxodo 2:253:1-2 e 7-8.

Israel no Egito:
- Uma escultura sobe uma tumba de 1900 a.C., em Beni Hasan, mostra a entrada de um grupo de semitas no Egito.
- Faraós costumavam permitir a entrada de pessoas do Sinai e da Palestina em suas terras durante períodos de fome. De 1350 a.C. há um exemplo disso: “não sabendo como viver, veio implorando um lar nos domínios de Faraó [...] conforme o costume dos pais de vossos pais (de Faraó) desde o princípio...”
- Israelitas com nomes egípcios, como Moisés, Assir, Pasur, Merari, Hofni, Finéias e Putiel. Assim como alguns títulos egípcios utilizados em Israel: “copeiro-chefe” e “padeiro-chefe”, por exemplo.

Fontes: Manual Bíblico Unger, Merril Frederick Unger, VidaNova, 2006, pg 27 e 69; A Bíblia de Estudo Anotada Expandida, Charles C. Ryrie, MundoCristão, pgs 58 e 63.

Natanael Pedro Castoldi